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06/01/2008 - 10h05

Seleção é o segredo para tirar proveito de eventos

IGOR GIANNASI
Colaboração para a Folha de S.Paulo

A participação em congressos e seminários, guardadas as proporções, pode ser comparada à presença em um curso compacto de especialização.

E, assim como proliferam cursos de vários níveis de qualidade, com a profusão de eventos para a atualização profissional, é preciso ser seletivo ao escolher em qual se inscrever.

Passada essa triagem, é hora de aproveitar não apenas para ampliar a rede de contatos mas também para absorver ao máximo o conhecimento obtido com a troca de experiências.

"É preciso estar 'rouco' de tanto escutar. É mais importante ouvir o que o outro tem a dizer", sugere Gilberto Guimarães, diretor da BPI do Brasil.

Pesquisador da Escola de Direito da FGV (Fundação Getulio Vargas), Leonardo Arquimino de Carvalho, 32, afirma ser bastante exigente na escolha dos eventos dos quais participa.

No ano passado, freqüentou mais de dez simpósios na própria FGV, na Universidade de São Paulo e na PUC (Pontifícia Universidade Católica), além de em outros Estados, como o Paraná e o Distrito Federal.

Para selecionar os melhores congressos, Carvalho segue critérios como analisar quais benefícios poderá agregar à carreira e quem serão os palestrantes. Os grandes simpósios ficam de fora de sua lista, pois os considera "repetitivos e cansativos".

Já o engenheiro agrônomo Fábio Turquino Barros, 26, gerente de agroenergia da Agra FNP, além de freqüentar congressos e seminários, costuma ser palestrante neles --participou de 14 encontros em 2007.

"É fundamental para qualquer profissional ir a esses eventos para aperfeiçoar e atualizar o conhecimento", diz.

Nessas ocasiões, todos os momentos devem ser aproveitados para a troca de experiências --até o intervalo para o café. "Deve-se interagir não apenas com o palestrante mas também com a pessoa a seu lado", recomenda Irene Azevedo, professora de liderança da BBS (Brazilian Business School).

Mercado aquecido

O mercado para eventos relacionados à carreira está "ativo e aquecido" na capital paulista, segundo Toni Sando, diretor-superintendente da São Paulo Convention & Visitors Bureau.

De acordo com Sando, em 2007 houve ao menos mil eventos desse tipo em São Paulo, contra 500 no ano anterior.

Na esteira desse crescimento, a área de saúde é o destaque: representa cerca de 30% dos encontros.

Atuando como cirurgião vascular há 27 anos, Paulino Souza Neto atribui boa parte do desempenho na mesa de cirurgia à expertise obtida após ter concluído a residência médica.

"A medicina é reescrita a cada dez anos", diz Souza Neto, que costuma participar de três congressos científicos por ano.


     

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