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10/02/2008 - 11h45

Busca por executivos duplicou em 2007

MARIANA IWAKURA
da Folha de S.Paulo

A movimentação dos executivos foi alta em 2007. Acompanhando o aquecimento de diversos setores da economia do Brasil, vagas foram criadas, e postos já existentes foram ocupados por novos profissionais.

É o que aponta o balanço completo do ano efetuado pela consultoria DBM e obtido com exclusividade pela Folha. O número de posições captadas teve um acréscimo de 102% em relação ao ano anterior: passou de 7.156, em 2006, para 14.468.

O estudo considerou a procura por executivos (chefia intermediária, gerência, diretoria, CEOs e conselheiros de administração) em sites, anúncios, processos de busca e vagas captadas pela DBM. Representa principalmente os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo Cláudio Garcia, diretor de relacionamento da DBM, entre os motivos do aquecimento do mercado para esses profissionais estão o crescimento econômico do país e a profissionalização de empresas antes familiares.

"Os IPOs [oferta pública inicial de ações] e a profissionalização geraram a necessidade da troca de executivos. Contribuíram também o crescimento das empresas e a maior confiança nos investimentos no Brasil", enumera Garcia.

O segmento que mais teve aumento na movimentação foi o de indústria, embalagem, papel e usina. O aquecimento é confirmado por "headhunters". "Esse mercado teve em 2007 o melhor dos últimos cinco anos", diz Luiz Carlos Cabrera, professor da FGV-Eaesp (Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas) e "headhunter" que trabalha com executivos de nível de diretoria para cima.

Bom para profissionais como o economista Carlos Ronaldo Ferreira, 45, que, por meio do contato com um "headhunter", deixou o setor financeiro para ser diretor do departamento comercial da seguradora AGF. "Saí de um mercado que cresce, o de produtos bancários para pequenas e médias empresas, e fui para outra área que está crescendo, a de seguros", explica o executivo.

Ritmo mantido

Para o início deste ano, Cabrera prevê um ritmo de contratação igual ao de 2007. "Ainda há uma demanda acelerada."

Algumas empresas, contudo, devem diminuir o ritmo devido à crise nos Estados Unidos, alerta Garcia. Além disso, pode haver escassez de profissionais qualificados em áreas como construção civil. "E executivos com inglês fluente", aponta.


     

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