17/02/2008
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09h55
Executivos têm mais aumento por mérito
Se os dissídios coletivos não contribuíram para dar um reajuste significativo ao salário, a alternativa para o trabalhador é esforçar-se ainda mais para receber um aumento por mérito --este, sim, independe de negociação sindical.
Segundo Renato Rovina, líder de consultoria, remuneração e recompensas da Hewitt Consulting, empresas de grande porte são as que mais adotam a prática. "Aumentar o salário sem analisar o mérito individual é ultrapassado."
A meritocracia ajudou o engenheiro mecânico júnior Rodrigo Faggi, 28, do Instituto Mauá de Tecnologia.
Segundo o Datafolha, profissionais com essa função receberam aumento de 2,02% em 2007, o menor nas ocupações de nível superior. Mas, com ele, foi diferente: "Tive um aumento de 26% do salário porque fui promovido em minhas funções, apesar de o nome do cargo ter continuado o mesmo".
Outra função que possibilita o aumento salarial por mérito é a de vendedor. Marcos Leite, 39, diretor de vendas de veículos da concessionária Primo Rossi, diz que seu salário aumentou 35% em 2007. "A melhoria no mercado proporcionou ganho para todos."
Negociação
Segundo a advogada trabalhista Sônia Mascaro Nascimento, sindicatos fortes têm grande poder de negociação e influenciam o reajuste salarial.
Renato Rovina, da Hewitt, concorda e diz que, para cargos gerenciais, é mais comum o aumento salarial ocorrer por mérito. "Nas negociações sindicais, quem ganha acima de um teto recebe um reajuste fixo ou proporcional. Até esse valor, ganha aumento cheio."
De acordo com o estudo "Remuneração 2008: Desafios e Tendências", da Hewitt Consulting, a maior média de aumentos salariais por mérito em 2007 foi a de executivos (7,1%), seguida das de profissionais que não ocupam cargos gerenciais (6,6%), líderes (6,2%) e de cargos como funcionários de fábricas (5,8%).