17/02/2008
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09h55
Expansão do mercado alimentício traz mais vagas
CRISTIANE ALVES
Colaboração para a Folha de S.Paulo
A expansão do setor alimentício, as crescentes exigências do consumidor e a adequação às normas sanitárias têm proporcionado mais oportunidades de trabalho para profissionais da área de alimentos.
E o cenário deve continuar favorável. Em um levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) sobre as profissões industriais com as melhores perspectivas até 2015, os técnicos em produção, conservação e qualidade de alimentos ficaram em terceiro lugar.
O estudo, feito no ano passado, consultou 416 empresas. Encontram-se também chances para profissionais como engenheiros de alimentos e nutricionistas, segundo consultores e empresas ouvidos pela Folha.
A consultoria Michael Page estima em 9,5% o crescimento do setor alimentício em 2007. "As empresas vão continuar investindo no setor, o que traz estabilidade e oportunidades de crescimento", afirma Juliano Ballarotti, gerente da divisão de engenharia e manufatura da Michael Page.
A diversidade de áreas de atuação é um atrativo para os profissionais. De acordo com Tânia Nakajima, diretora da Abea (Associação Brasileira de Engenheiros de Alimentos), eles podem trabalhar com garantia da qualidade, pesquisa, produção, vendas e assuntos regulatórios.
"É um mercado de trabalho promissor, porque, dentro de uma única profissão, há várias opções de atuação", afirma a engenheira de alimentos Fabiana Nakazone, 30.
Exigências
A expansão da demanda por produtos congelados e processados e a melhora na renda dos consumidores contribuíram para o aumento no número de vagas na área, segundo o diretor de recursos humanos da Sadia, Eduardo Noronha. "Esses fatores potencializam o negócio e geram novos empregos."
O maior nível de exigência dos consumidores também contribui. "A demanda por produtos de qualidade e saudáveis e a concorrência criam a necessidade de soluções técnicas sofisticadas", analisa Marcelo Lima, diretor de desenvolvimento organizacional da Bunge.
"O consumidor quer ter certeza de que a informação que está em produtos e lojas é fidedigna", acrescenta Ana Maura Werner, gerente de marketing da Amor aos Pedaços.