25/05/2008
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14h27
"Não tinha energia nem para falar", diz pedagoga que perdeu a filha
MARIA CAROLINA NOMURA
da Folha de S.Paulo
Há oito anos, quando perdeu sua filha, que tinha 25 anos, a pedagoga Alice Davanço Quadrado, 63, conta que "perdeu o chão".
"Eu tive uma baixa muito grande na produtividade, não tinha mais condições de me concentrar. Não tinha ânimo para me arrumar. Você não tem energia física para andar ou falar e fica debilitada intelectualmente."
Para ela, por mais que as pessoas sejam compreensivas, há um questionamento velado sobre quanto tempo vai durar essa dor.
Quadrado, que era coordenadora de projetos em um centro de pesquisas, conta que só conseguiu retomar a sua vida um ano depois.
Foi então que teve a idéia de fundar a Casulo, uma associação para pessoas enlutadas --apoio que diz não ter encontrado na época.
"Quando você conhece pessoas que entendem esse sentimento, você encontra seus 'eus'", comenta.
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