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14/06/2009 - 10h10

Redes sociais são úteis para disseminar perfil profissional

PAULA NUNES
colaboração para a Folha de S.Paulo

No começo, as redes sociais da internet eram usadas para entretenimento --reencontrar amigos, manter novidades em dia e divulgar fotos pessoais. Agora, elas têm outra função: a de promoção profissional.

Assim, os já difundidos blogs, Orkut e LinkedIn são complementados por Twitter, MySpace e YouTube para mostrar currículo, encontrar vagas e promover competências.

As páginas eletrônicas de relacionamento começaram a se fortalecer entre recrutadores há pouco mais de um ano, aponta Elaine Saad, presidente da ABRH (Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos).

"As pessoas da área de RH ficavam mais reticentes a esses canais", afirma.

O medo, conta Saad, devia-se à facilidade de mentir na internet. Mas, com o passar do tempo, constatou-se que a maior parte dos profissionais faz bom uso desses recursos.

"A web serve para captar currículos, mas são as entrevistas individuais e as ferramentas de avaliação utilizadas durante esse processo que determinam a contratação", ressalta.

A modelo de eventos Ariane de Sá, 19, há um ano só usa o Orkut para conseguir vagas em feiras, eventos e ações de marketing promocional. Ela participa de duas comunidades voltadas para esse mercado. "As agências postam as vagas, e eu envio meu portfolio por e-mail para a empresa", conta.

Ela avalia que o método é eficiente e diz já ter conseguido trabalhos sem passar por uma entrevista pessoal. "Acerto tudo pela internet e vou direto pegar a roupa e trabalhar."

Conectado

Usar os sites de relacionamento na busca por oportunidades de emprego é uma tendência que ajuda os recrutadores a identificar pessoas para determinadas vagas, reitera Carlos Eduardo Dias, sócio-gerente da Asap (consultoria que faz recrutamento de executivos em início de carreira gerencial).

Para Leandro Kenski, CEO (principal executivo) da Media Factory, que faz marketing digital, estar incluído nessas comunidades virtuais demonstra que a pessoa está "antenada".

"As redes sociais são visitadas e estão preparadas para aparecer nas buscas", acrescenta Kenski. "Se um currículo chegar às minhas mãos e eu não encontrar essa pessoa na internet, as chances de contratação desse candidato diminuirão", considera o executivo.


     

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