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12/07/2009 - 10h29

Regras claras balizam o acesso de profissionais à rede

Colaboração para a Folha de S.Paulo

As empresas devem colocar por escrito suas normas de acesso e de comportamento dentro do ambiente corporativo. Aos funcionários cabe ler atentamente essas instruções.

Quando as regras são claras, torna-se mais difícil aos profissionais o acesso indevido a páginas de internet, salas de bate-papo e arquivos confidenciais, explica a advogada trabalhista Ana Lúcia Limberti Nogueira.

Mesmo assim, há quem se distraia e acabe cometendo erros que levam à perda do posto. Na empresa em que José Luiz de Souza Grillo fazia estágio, uma das regras era não escrever palavrões no e-mail corporativo. Esse era o único endereço eletrônico que Grillo podia utilizar no trabalho, que bloqueava os acessos à internet.

No meio de uma discussão de seu grupo de faculdade, um dos participantes escreveu uma palavra considerada proibida. Imediatamente o servidor enviou mensagem de advertência.
Como os e-mails continuavam chegando copiados, apagar o primeiro não surtiu efeito e, num único dia, Grillo recebeu seis avisos. Na semana seguinte, foi demitido. "Tinha consciência de tudo, fui avisado desde o começo", admite.

Quando não há posicionamento claro da empresa, entretanto, o profissional pode sentir-se injustiçado na demissão.

Foi o que aconteceu com W.V.A. Funcionário de uma agência de comunicação, ele diz nunca ter recebido instrução sobre o uso do computador. Saiu em férias e, quando voltou, foi desligado da empresa.

Somente meses depois da saída, descobriu que encontraram no registro de seus e-mails conversas sobre trabalhos extras que o colaborador fazia fora do horário do expediente. Por isso havia sido demitido.

O profissional justifica que nunca foi informado de que não poderia aceitar projetos externos nem de que seu e-mail seria vasculhado pela empresa.

Rendimento

Além de coibir comportamentos inadequados, o controle do acesso à internet e ao telefone pode influenciar na produtividade dos funcionários, defende Flavio Freire, diretor da B.I. Tecnologia.

O executivo da NetFilder Pedro Paulo de Oliveira Júnior, que acompanha os resultados do monitoramento feito nas redes de seus clientes há oito anos, pondera: "Em alguns setores, como o financeiro, o tempo gasto com assuntos alheios ao trabalho na internet é bem pequeno. Não passa de uma hora por dia".

Em outros casos, porém, é preciso o controle para reduzir a perda de tempo, diz Oliveira. No Incor (Instituto do Coração), o gasto médio dos colaboradores quando o monitoramento começou era de quase metade do expediente de oito horas. Atualmente, com a fiscalização, não passa de meia hora, exemplifica o executivo.


     

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