09/08/2009
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11h09
Pais e filhos podem ser complementares dentro de empresa familiar
ANDRÉ LOBATO
NATALIE CATUOGNO CONSANI
colaboração para a Folha de S.Paulo
As novas gerações parecem absorver mais rápido os choques que vêm do futuro. Com isso, ajudar na lição de casa ou apresentar novas oportunidades deixa de ser uma função apenas paternal e passa a ser um presente possível para os filhos darem aos pais.
A expansão da classe média, a estabilidade econômica e o maior acesso à educação ajudaram a criar uma juventude com maior preparo formal.
Além disso, fatores como a globalização acelerada, o consumismo, o individualismo e a tecnologia esticaram a distância entre as gerações mais velhas e o mercado de trabalho.
Imediatistas, pragmáticos e voltados mais para os seus próprios projetos do que para a cultura corporativa, a chamada geração Y ou milênio oferece para seus pais aspectos que podem ser úteis no desenvolvimento da carreira deles.
Estudo feito em maio pelo Ateliê de Pesquisa Organizacional, que realiza levantamentos corporativos, aponta que as duas gerações podem ser complementares.
Os cem gestores de empresas paulistas entrevistados avaliaram que os jovens oferecem agilidade, descontração e foco nos resultados e em si mesmos. Já os pais podem equilibrar com ponderação, seriedade e foco nos processos e na equipe.
Vestir a camisa da empresa
"Essa é a primeira geração que pode saber mais do que a anterior sobre tecnologias já implementadas na empresa", opina Suzy Cortoni, sócia-diretora do Ateliê de Pesquisa Organizacional.
O filho pode passar para o pai a necessidade de resultados imediatos, exemplifica Roberto Britto, recrutador da Robert Half, consultoria de recursos humanos. "Já o pai pode ensinar que é necessário vestir um pouco a camisa da empresa, e não ver só o salário".