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23/08/2009 - 09h50

Empresas investem em programa antitabagismo

da Folha de S.Paulo

Até o dia 1º de junho, o trainee Ricardo Olim, 25, levava cerca de 15 minutos para fumar --incluindo os dez minutos para chegar ao fumódromo e voltar dele. Mas, desde essa data, gasta quase o dobro do tempo, já que a empresa proibiu o cigarro em sua dependência.

Com o auxílio da companhia, porém, conseguiu reduzir de 20 para dez os cigarros diários.

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Há dois meses e meio, a AstraZeneca, onde Olim trabalha, foi uma das que decidiram se antecipar à lei antifumo, em vigor há duas semanas. Para isso, implementou uma política de ajuda a tabagistas com interesse em deixar de fumar.

Os colaboradores preenchem formulário, fazem exames, passam por pneumologista e recebem remédio gratuito.

"Optamos por um tratamento individualizado", diz a médica do trabalho Renata Pereira Dias. Na firma, 15 dos 40 fumantes estão em tratamento.

Investir em programas como esse é uma estratégia das companhias que querem aumentar a qualidade de vida e a produtividade do funcionário e reduzir os gastos com plano de saúde.

Manual

Mas é necessário fazer um projeto coordenado para obter os resultados desejados.

"É preciso haver a sensibilização da equipe", pondera a diretora da divisão de saúde do Sesi-SP (Serviço Social da Indústria), Silvia Helena Marche.

Na Festo, funcionários receberam manual com orientação. Desde meados de 2008, quando a firma implantou o programa antitabagismo, o índice de fumantes caiu de 10% para 5%.

"Notando queda no rendimento, a orientação aos gestores é perguntar o motivo --nem sempre isso está relacionado ao cigarro", considera o diretor de RH da Festo, Uwe Kraus.

Na Sabesp, que dá atendimento psicoterápico em grupo, dos 558 que participaram do projeto, 175 largaram o cigarro. "Com a lei, a procura pelo programa aumentou", diz a analista de RH Regina Fevereiro.


     

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