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13/07/2004 - 15h37

Aluguel na cidade de São Paulo sobe 1,7% em junho

da Folha Online

Em junho, os valores cobrados como aluguel de imóveis na cidade de São Paulo tiveram alta média de 1,7%, segundo a Pesquisa Mensal de Valores de Locação Residencial, realizada pelo Secovi-SP (sindicato das imobiliárias e construtoras) com uma amostra de 155 imobiliárias que operam no município.

Com o resultado, o aumento acumulado nos últimos 12 meses alcançou cerca de 5% de alta, percentual ainda um pouco inferior ao medido no mesmo período pelos diversos índices que avaliam a inflação, tais como IPC Fipe (5,58%) e INPC (5,57%).

Os aumentos ligeiramente inferiores aos registrados pelos índices de inflação foram a tônica do primeiro semestre de 2004, segundo o vice-presidente de Locação do Secovi-SP, Sergio Luiz Abrantes Lembi.

Variação maior

Os imóveis de um dormitório foram os que acusaram as maiores variações nos valores em junho relativamente aos observados em maio. No mês passado, subiram em média cerca de 2%. Já as moradias de dois ou mais dormitórios tiveram crescimento mais moderado, de mais ou menos 1,5%.

Em boa parte das imobiliárias consultadas ocorreu queda no número de imóveis locados em junho: 37% dos entrevistados manifestaram que o volume de contratos assinados foi inferior ao do mês anterior. Esse desempenho foi influenciado principalmente pela redução detectada no segmento de casas e sobrados --em pouco mais de um terço da amostra verificou-se queda na quantidade desse tipo de moradia alugada.

Em compensação, observou-se estabilidade no número de apartamentos locados em junho relativamente aos resultados de maio deste ano, comportamento esse vivido por metade da amostra examinada.

A pesquisa indicou ainda que o estoque à disposição das famílias que desejam residências para locar ficou estabilizado no período estudado. Mas, entre as imobiliárias da zona norte, os resultados foram melhores --aproximadamente 35% dos entrevistados desta parte da cidade responderam que a quantidade de contratos efetuados foi maior.

Em contrapartida, nas empresas da região leste identificou-se estabilidade no volume de moradias locadas (40% da amostra dessa área geográfica).

     

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