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24/04/2005
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11h50
Consórcio chega para a compra de materiais de construção
da Folha de S.Paulo
Além de recorrer ao banco ou ao parcelamento em lojas, quem pretende financiar a compra de material de construção tem duas novas opções para analisar: consórcio e cartão de crédito específico para esse tipo de compra.
Estreando no mercado, o consórcio Battistella, em parceria com a rede de lojas Telhanorte, oferece valores que vão de R$ 7.500 a R$ 25 mil. São 36 parcelas, e cada uma vale de R$ 249,70 a R$ 832,33. Há duas contemplações por mês.
A C&C também pretende lançar um consórcio, com o Banco PanAmericano, que confirma a informação, mas ainda não tem os dados do plano disponíveis.
"É um jogo", diz Roy Martelanc, 42, professor de administração financeira da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), que aprova a idéia.
"Para os contemplados nos primeiros sorteios, é como um financiamento com juros baixíssimos", explica. "Mas quem é contemplado nos últimos deixa de receber os juros que obteria se tivesse aplicado o dinheiro."
Esse tipo de financiamento, completa, é adequado para quem prevê reformas a longo prazo, "como a do quarto da filha que daqui a três anos será adolescente". "Se a pessoa tiver boa disciplina, será melhor aplicar essa soma na poupança, que rende", sugere.
Já o cartão, criado pela Amanco (fabricante de sistemas hidráulicos), em parceria com a LuizaCred, funciona como um cartão de crédito comum, não tem anuidade, mas cobra juros de 3% a 4% ao mês.
Diante de tantas opções, a recomendação de especialistas é tomar dois parâmetros. Primeiro, encontrar a menor taxa de juros, especialmente se for preciso fracionar o pagamento em muitas vezes (como mais de 12).
Barganha à vista
O próximo passo é determinar as parcelas. "Compare esses valores, pois nem sempre serão menores onde a taxa de juros for mais baixa. Depende do preço da mercadoria", alerta o economista José Dutra Vieira Sobrinho, 66.
A pesquisa de preço pode ser um bom trunfo. "Há muita disputa entre as lojas, que geralmente cobrem outros orçamentos", diz Miguel de Oliveira, 45, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Outro modo de usar o poder de barganha é conseguir um empréstimo no banco e comprar à vista na loja. "É mais vantajoso", indica Sobrinho.
Outra dica é ficar de olho nas lojas, que constantemente fazem promoções que podem ser vantajosas para o consumidor -como ampliar o número de parcelas no cartão de crédito, sem juros.
Foi o que fez o preparador físico Angelo Mario Scorse Junior, 25. "Estou pagando a prestação da casa e não teria como fazer à vista", conta. Ele aproveitou uma promoção para parcelar R$ 2.000 em dez vezes. "O financiamento foi aprovado na hora, e não pago nem R$ 2 por mês de juros."
Para Oliveira, é menos complicado financiar na loja do que no banco, que tem processo mais rigoroso de análise de crédito.
Ele pede atenção aos valores das taxas cobradas, pois muitos as desconhecem ou esquecem de pedir os números. "A TAC (Taxa de Abertura de Crédito) faz diferença, pois varia de R$ 10 a R$ 120."
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