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22/01/2006 - 11h30

Folguista é um dos trunfos para baixar taxa de condomínio

da Folha de S.Paulo

Quem mora em prédio costuma começar o ano preocupado em reduzir o valor da taxa de condomínio. Não é para menos: em 2005, ela ficou 7% mais cara, em média, na cidade de São Paulo.

Neste ano, o aumento deverá ser de 5% a 10%, de acordo com a Aabic (Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).

O pontapé inicial na redução dos custos é dado na primeira assembléia do ano, realizada no primeiro trimestre, que coloca em pauta itens como despesas do ano e provisões para reformas.

Os gastos com funcionários (pagamento de salário e de encargos sociais) são os que mais abocanham (46%) a receita condominial, segundo a Aabic.

A boa notícia é que, no ano passado, esses gastos diminuíram, já que, em 2004, eram responsáveis por 52% do valor da taxa condominial. Uma das táticas adotadas para aliviar a folha de pagamento é substituir as horas extras dos funcionários por folguistas.

O Programa de Redução de Custos, oferecido pela administradora Lello aos condomínios que gerencia, apontou que os edifícios gastam pelo menos 25% a mais em horas extras do que gastariam se usassem folguistas.

Em segundo no ranking de maiores despesas, aparecem as contas de água e de luz (20,2%). Instalar medidores individuais de água ou de gás, modernizar elevadores para baratear sua conservação e trocar de empresa de manutenção são algumas das medidas que geram economia nas contas do condomínio e podem ser aprovadas pelos moradores na primeira assembléia do ano.

De porta em porta

Mas nem sempre validar uma mudança dessas é fácil. "Modernizar significa economia a médio prazo, mas tem um custo imediato", diz Maria Lúcia Abdalla, diretora da Oma Administradora.

Além de pedir ao síndico que coloque a idéia na pauta da reunião, é preciso munir-se de dados, como pesquisas de preços de serviços de empresas especializadas na modernização de edifícios.

Com os números em mãos, o ideal é ir de porta em porta, alguns dias antes da assembléia, para convencer outros condôminos dos benefícios da mudança proposta, para que ela não os pegue de surpresa na hora do encontro. Alguns procedimentos têm de ser aprovados em votação pela maioria presente na reunião.

A primeira assembléia do ano deve ser marcada para fevereiro ou março. Em janeiro, muitos viajam e poderão contestar medidas aprovadas em sua ausência.

A seguir, síndicos mostram como reduziram o desperdício de água, o segundo maior vilão das contas do prédio.

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