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01/04/2007 - 18h43

Organizações de moradores mantêm espaços sem "patrocínio imobiliário"

da Folha de S.Paulo

Sem o "patrocínio" de uma construtora ou incorporadora, manter uma área verde no bairro costuma pesar no bolso dos moradores, mas há grupos organizados de vizinhos que arcam com essa conta.

Um terreno baldio na rua Mateus Grou, em Pinheiros (região oeste da capital), por exemplo, foi transformado por moradores e comerciantes vizinhos em uma praça florida, com brinquedos de madeira e duas miniquadras.

A Associação dos Moradores e Comerciantes da Rua Mateus Grou gasta mensalmente R$ 8.000 com a manutenção do local, quantia que inclui vigilância 24 horas da via. O dinheiro é proveniente de contribuições voluntárias.

"As crianças da rua não precisam ficar sozinhas, elas vêm à pracinha brincar com as vizinhas", fala Luiz Eugenio Dall'Olio, 59, membro da diretoria da associação.

Os cuidados começaram em 2002, e atualmente a associação busca oficializar o espaço junto à prefeitura.

Pressão popular

Uma praça é criada por meio de um projeto de lei da Câmara Municipal ou do prefeito e deve ser uma área pública ou desapropriada.

"A população pode pressionar o poder público com abaixo-assinados [para criar praças]", sugere André Graziano, da Secretaria de Coordenação de Subprefeituras.


     

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