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03/06/2007 - 16h56

Banco privado vê limitação de queda nos juros de crédito

EDSON VALENTE
Editor-assistente de Imóveis e Construção

"No nosso caso, atingimos um limite de redução." A frase é do superintendente de crédito imobiliário do banco Real ABN Amro, Antonio Barbosa, 39, e resume a dificuldade dos bancos privados em acelerar a queda de juros de financiamento.

As menores taxas oferecidas por essas instituições são para imóveis de até R$ 150 mil. No Real, por exemplo, os juros para crédito de compra de imóvel até R$ 120 mil são de 9% anuais por todo o período de financiamento, de no máximo 20 anos.

Ultrapassado esse valor, os juros saltam para 12%. Outros bancos batem nos 8%, mas só para os três primeiros anos de contrato -no HSBC, a taxa vai a 10,7% a partir do 37º mês.

Essas condições só valem para imóveis de R$ 50 mil a R$ 100 mil. De R$ 100 mil a R$ 150 mil, os juros são de 11% ao ano.
Na busca de melhores condições de crédito, especialistas sugerem a análise não só de juros mas também de outros itens que pesam na escolha.

Amortização

O sistema de amortização é um deles. Em geral, os aplicados hoje, pela Caixa e por outros bancos, são os sistemas de amortização constante ou crescente (SAC ou Sacre), em que as mensalidades são variáveis ao longo do tempo.

Mas, dependendo do objetivo do mutuário, a Tabela Price, com prestações iguais por todo o período, pode ser vantajosa.

"Como num prazo de financiamento mais curto", opina o advogado Tiago Antolini, 28, diretor da AMM (associação de mutuários). "As primeiras prestações pela tabela SAC chegam a ser 30% superiores."

E pedem um ganho mensal maior para contratar o plano, que costuma limitar o comprometimento de renda a 25%.
Mesmo em dez anos, simulações do economista Miguel de Oliveira mostram que a diferença do total pago em um financiamento de R$ 100 mil por um e outro sistemas não é grande: R$ 157.028,97 (Sacre) contra R$ 160.762,80 (Tabela Price), com juros de 8,66% anuais.

Os bancos privados podem usar a Tabela Price, mas não costumam oferecê-la. "Não temos feito, mas se o cliente pede, fazemos", diz Barbosa.


     

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