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12/08/2007 - 11h25

Faria Lima lidera aumento de ocupação de escritórios

EDSON VALENTE
Editor-assistente de Imóveis e Construção da Folha de S.Paulo

O grande expoente do crescimento do mercado de escritórios em São Paulo, verificado desde o ano passado, é a região da avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste.

É ali que se comprova, hoje, a menor taxa de vacância da cidade, de acordo com um estudo realizado trimestralmente pela consultoria especializada CB Richard Ellis (confira números no quadro). É também o metro quadrado de locação mais caro da capital: R$ 95.

"Nesse trecho, houve incorporação de empreendimentos de boa qualidade", justifica Reginaldo Vellosa, 46, gerente de pesquisa da Richard Ellis.

"É uma região mais centralizada, muito bem atendida por serviços, como bares, restaurantes e bancos, e a preços não muito diferenciados em relação aos outros pólos", pontua.

Esses fatores permitiram que seus espaços fossem ocupados bem mais rapidamente que os de outros locais.
A segunda menor taxa de vacância, atualmente, é a da região dos Jardins que margeia a avenida Paulista, diz Milena Morales, 28, gerente de pesquisa da Cushman & Wakefield.

A consultora pondera que, em alamedas como a Santos e ruas como a Antônio Carlos (Bela Vista), o perfil de ocupação é diverso do da Faria Lima, onde prevalecem empreendimentos classe A.

"Naquelas vias, empresas menores aproveitam a facilidade de acesso e a proximidade da Paulista com a vantagem de que os preços são menores que os da avenida", compara.

"Nelas predominam empreendimentos de padrão menor, das classes B (31% do total) e sobretudo C (64%)."
O maior estoque de escritórios da capital está localizado na região da marginal Pinheiros, que inclui a avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini.

A vacância daquela área também é a maior (12,7%) entre os quatro grandes pólos de edifícios comerciais, segundo a Richard Ellis.

"Ela é alta mais pelo volume total de área de escritórios que a região detém", analisa Vellosa. "A oferta de serviços na Berrini tem evoluído. Lá, há prédios cujos preços de locação equivalem aos da Faria Lima."

Consultorias especializadas apontam que o aquecimento do mercado de escritórios, verificado em 2006, acentuou-se no primeiro semestre de 2007.

"No segundo trimestre deste ano, tivemos a maior absorção [aumento da ocupação dos espaços em relação ao período anterior] dos últimos quatro anos", aponta Morales.
Mas essa recuperação do setor faz com que os preços de locação saiam do estado de estagnação para o de crescimento, observa a consultora.

Hoje, a média do metro quadrado dos edifícios de alto padrão na cidade equivale a US$ 36, dimensiona Morales.


     

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