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04/11/2007 - 12h26

O ABC dos lançamentos no mercado imobiliário

EDSON VALENTE
editor-assistente de Imóveis e Construção da Folha de S.Paulo

Nos números do mercado imobiliário, a região do ABC tem feito jus ao nome de grande: a quantidade de lançamentos em dez meses de 2007 já superou a de 2006 e é 55,9% maior que a de 2005, segundo a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

Nos últimos 24 meses, o campeão de lançamentos é São Bernardo do Campo (59). Em seguida aparecem São Caetano do Sul (39) e Santo André (38).

Em São Caetano está hoje o metro quadrado médio de área útil mais caro entre as três cidades (R$ 2.550), embora os valores sejam próximos --em Santo André, ele vale R$ 2.310 e, em São Bernardo, R$ 2.240.

"O padrão do mercado nesses municípios se compara ao de bairros paulistanos como Vila Mariana [zona sul], Butantã [zona oeste] e Mooca [zona leste]", avalia Luiz Paulo Pompéia, 54, diretor da Embraesp.

Consultores e incorporadores apontam que dois são os diferenciais do Grande ABC em relação à capital: qualidade de vida maior e preços menores.

"A região capta população da capital que não consegue pagar os preços de São Paulo", diz Pompéia. "O principal motivo [de o ABC ser mais barato] são os menores valores de terreno."

A gerente comercial Márcia Blanco, 38, conta que foi atraída justamente por um gasto mais convidativo quando trocou a zona leste paulistana por um quatro-dormitórios de 168 m2 em Santo André.

"Sempre morei no Tatuapé, mas os preços no bairro estavam muito altos", explica. E chama a atenção para outra vantagem da nova vizinhança: "Tem um ar de interior. Em São Paulo, é mais poluído".

Já a analista de cobrança Cintia Camargo, 30, calcula que tenha pagado "de 30% a 40% menos" por um três-dormitórios de 65 m2 em São Caetano, em comparação a imóveis semelhantes nas proximidades do metrô paulistano.

"A saúde pública é melhor que a de São Paulo, o ensino municipal é muito bom", afirma. Para ir ou voltar do trabalho no Ipiranga (zona sul), leva cerca de 35 minutos. O único porém, diz, é o trem: "É muito cheio e passa em intervalos maiores que os do metrô".


     

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