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04/11/2007 - 12h46

Unidades de três e quatro dormitórios são maioria entre lançamentos

EDSON VALENTE
editor-assistente de Imóveis e Construção da Folha de S.Paulo

Nos últimos dois anos, o perfil de novos empreendimentos mudou no ABC. Em 2005, predominavam os de dois quartos, que foram ultrapassados pelos de três em 2006 e em 2007 perdem até para os lançamentos de quatro dormitórios.

"Há lançamentos em todas as faixas [de preço], menos no altíssimo luxo", qualifica Marcelo Dadian, 42, diretor regional da incorporadora Rossi.

Guilherme França, 52, diretor da Schahin Desenvolvimento Imobiliário, destaca que grandes incorporadores começaram a exportar para o Grande ABC um modelo de empreendimento "bem aceito" na capital, o com "área de lazer e segurança generosas".

A Rossi, por exemplo, adquiriu um terreno de 43,8 mil m2 para fazer o Pátio Catalunha, em São Caetano, com 700 unidades em oito torres. Serão apartamentos de 90 m2 a 180 m2, com preços de R$ 240 mil a R$ 500 mil.

"Temos pesquisado o ABC como um todo", diz Dadian. Para ele, a região reflete um aumento geral do mercado imobiliário. "As empresas estão mais capitalizadas e há mais crédito disponível", pontua.

Mas não considera que a maior parte dos compradores dos novos apartamentos seja proveniente de São Paulo. "A maioria é do próprio ABC", observa. São Caetano, em sua opinião, é a cidade mais atraente para quem procura um imóvel.

"A cidade está colada no Ipiranga e tem boa qualidade de vida, a aspiração de quem vive no ABC é morar lá", afirma.

Mas, se há demanda, a oferta é limitada. "O município é pequeno", diz Luiz Pompéia, da Embraesp. "As maiores áreas para incorporação estão em Santo André e São Bernardo."

"São Bernardo é a região menos virgem, um mercado já testado, e Santo André tem recebido vários empreendimentos", concorda João Azevedo, 33, diretor de incorporações da Even. "São Caetano ainda tem um perfil industrial."

Para Pompéia, ainda é cedo para falar que a procura por imóveis no ABC provocará alta nos valores da região.

"Por enquanto não deve haver inflação nos preços, mas há tendência de valorização devido à demanda garantida."


     

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