01/06/2008
-
14h52
Restauro necessita de autorização prévia
MARIANA DESIMONE
colaboração para a Folha de S.Paulo
Imóvel tombado não é reformado, mas restaurado. A obra só pode ser iniciada com aprovação do órgão que fez o tombamento -o que leva até seis meses- e deve ser executada por mão-de-obra especializada (leia ao lado).
"A restauração desses locais é como a de uma obra de arte: merece todo o cuidado. Por isso é natural que ela custe mais", compara o advogado imobiliário Demóstenes Cordeiro.
O custo pode ser cinco vezes superior ao de uma obra comum, calcula o ator Paulo Goya, proprietário de uma casa da década de 1920 na Bela Vista (centro), tombada em 2002.
"Não temos como fazer vários orçamentos, afinal, são poucas as empresas preparadas para assumir projetos como esse", relata Goya.
Procedimentos científicos explicam os altos preços: "Há uma metodologia internacional para restauração", argumenta Francisco Zorzetti, da Companhia do Restauro.
"Muitas vezes temos de mandar fabricar materiais que não existem mais", completa.
A vantagem é que a qualidade dos produtos é mantida. "Não escuto os vizinhos, posso ouvir rádio até a hora que quiser, não incomodo ninguém", relata a aposentada Olga Ramos, 91.
Ela é moradora de um edifício da década de 1950 no viaduto Santa Ifigênia (centro), tombado pelo município em 1975 e pelo Estado em 1986.
Mas, para Ramos, algumas modernizações no patrimônio são bem-vindas. "Principalmente nos elevadores, eles são muito antigos." (MD)
Leia mais
Livraria da Folha
Especial