12/10/2008
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09h08
Bem-estar passa por projeto e manutenção
CRISTIANE CAPUCHINHO
da Folha de S.Paulo
Para funcionarem adequadamente, os aparelhos de lazer precisam de um bom projeto e de manutenção --assim não apresentarão perigos nem incômodos aos moradores. Equipamentos que reúnem várias atividades devem evitar balanças, que podem atingir crianças na saída de outro brinquedo. É interessante que salão de jogos e salas de recreação tenham isolamento acústico.
O condomínio deve estar atento à manutenção dos itens. "Quando houver algum problema, o brinquedo deverá ser retirado de uso para manutenção", aconselha Maria de Jesus Harada, professora da Unifesp.
Ambientes destinados ao uso infantil têm de estar longe de caixas de luz, garagem e caixas-d'água. Outro cuidado deve ser na escolha das espécies usadas no projeto paisagístico.
"Comigo-ninguém-pode, copo-de-leite e costela-de-adão são plantas venenosas, um risco para a manipulação das crianças", alerta Harada. Plantas com espinhos também devem ser evitadas.
Sociedade
Ter no mesmo condomínio bebês, idosos, pessoas que querem dormir e crianças cheias de energia nem sempre é fácil. "O horário de uso deve ser deliberado em minuta interna decidida em assembléia", pontua Maristela Borges, gerente-geral de condomínios da administradora Adbens.
O mais comum é que essas áreas estejam liberadas conforme a lei municipal do silêncio, que permite ruídos das 7h às 22h. Salas como brinquedoteca ou de jogos costumam ficar sob responsabilidade do morador que as utiliza e geralmente têm horários mais restritos.
No caso de quadras poliesportivas, o problema é conciliar os desejos de uso. "Condomínios grandes têm demanda muito alta, daí a resolução pode ser por prioridade de reserva ou sorteio", explica Borges.
Ponto de encontro
Condomínios-clubes são uma tendência em projetos imobiliários. A diferença está na contratação de serviços relacionados aos equipamentos de lazer, como professores para as quadras esportivas ou veterinárias para a área de "pet care".
O gerente comercial Valter Pimentel, 56, escolheu sua unidade no Morumbi (zona oeste) em um desses condomínios ao descobrir que seria avô. Hoje, aos três anos, o neto passa as tardes com as crianças do condomínio, que marcam encontros e criam eventos em turma com a ajuda das babás.
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