19/10/2008
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12h03
Alta dos juros não inibe compra da casa própria
MARIANA DESIMONE
Colaboração para a Folha
O cenário de incerteza na economia deixa em dúvida quem planejava comprar um imóvel: é melhor fechar negócio agora ou esperar?
Especialistas ouvidos pela Folha recomendam cautela. Quem puder adiar a compra até 2009 perceberá, por exemplo, se sua renda vai suportar um financiamento de longo prazo.
Mas quem tem urgência em concluir a transação pode se tranqüilizar. Se bancos já elevaram taxas de juros, há consultores que acreditam na redução de preços dos imóveis usados.
Três bancos elevaram juros anuais nas linhas fora do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Os ajustes foram de 9% para 12% no Itaú, de 9% para 10,5% no Bradesco e de 11% para 12% no Unibanco.
A maioria das linhas de financiamento, porém, não sofreu alterações. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, diz que não terá mudanças, e os bancos não confirmam maior rigor nas análises de crédito.
Não há por que temer aumento do teto de 12% nos juros de crédito habitacional com recursos da poupança e do FGTS ou alta da TR, que reajusta parcelas de financiamento.
"Para aumentarem essas taxas, a Selic teria que subir muito. Não há indícios de que isso vá ocorrer", explica Ana Castelo, professora de administração da Fundação Getulio Vargas.
Ao buscar crédito, Marcelo Gonella, professor da Escola de Negócios da Anhembi Morumbi, sugere pesquisar com cuidado e optar por bancos que não tenham elevado taxas.
Uma alternativa são planos de parcelas prefixadas, sem correção ao longo dos anos.
O professor do Ibmec- SP José Dutra Sobrinho, porém, diz que "esse juro pré-fixado é muito alto. É melhor apostar nos juros pós-fixados, já que a TR não deve subir muito".
Os contratos de financiamento que já foram assinados não podem ter taxas alteradas.
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