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16/11/2008 - 09h00

Apartamentos residenciais de poucos dormitórios têm mais liquidez

Chistiane Capuchinho
da Folha de S. Paulo

O investidor que procura a relativa segurança do mercado de usados precisa seguir algumas recomendações na hora de escolher o bem para comprar.

Se, em geral, esse tipo de imóvel possui "menor variação em volume de vendas e preço médio" nos tempos de crise, segundo Ademar Larine, diretor comercial da Lopes, alguns padrões específicos têm maior potencial de lucratividade.

Para as imobiliárias, o pequeno investidor deve procurar apartamentos com poucos dormitórios e condomínio baixo.

"Aconselhamos sempre os de um e de dois dormitórios, pois a procura é muito maior do que a demanda e o valor do aluguel é bom", afirma Roseli Hernandes, da Lello Imóveis.

Com a busca de alguns investidores por imóveis de preço mais alto, a média de valor dos usados vendidos pela Lello em outubro alcançou R$ 400 mil, acima dos R$ 250 mil usuais.

Outra recomendação é comprar imóveis em bairros já consolidados. "Regiões que estão sendo estruturadas levam tempo de maturação. Um bairro que todo mundo conhece tem maior procura e estabilidade", indica Guilherme Ribeiro, da Fernandez Mera.

Como é o momento de algumas empresas buscarem se capitalizar, outra dica é negociar abatimentos. "Investidores que compram à vista conseguem desconto", diz João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário).

Ressalvas

Antes de decidir pela aplicação em imóvel, especialistas recomendam atenção a algumas particularidades desse tipo de investimento. O consultor financeiro Caio Torralvo ressalta que imobilizar grande parte do capital pode ser arriscado no momento em que se precisa de dinheiro na mão.

"Há ótimas oportunidades em imóveis, mas o cliente deve estar ciente dos riscos. O imóvel não é um artigo de liquidez."

Keyler Carvalho Rocha, professor de mercado de capitais da FEA-USP, lembra que a renda recebida por meio de aluguéis é tributada progressivamente no Imposto de Renda, enquanto a renda fixa de depósitos financeiros não.

Em relação a rentabilidade, os imóveis comerciais costumam ser mais lucrativos --em torno de 1% do valor do imóvel.

"Eles [investidores] querem comerciais que estejam em seu primeiro contrato de locação, que poderá ser prorrogado por outros cinco anos", comenta Hernandes, da Lello.

Primeiro imóvel

Para o consumidor que está atrás de uma casa não para investimento, mas para moradia, a conjuntura também pode ser vista como favorável.

Alguns bancos têm linhas de crédito em que não houve aumento de taxa, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que também permitem usar FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

No mercado de usados, as imobiliárias falam sobre o aumento de vendas por conta do financiamento. "O usado tem a vantagem de preço e condições semelhantes de financiamento", pondera Rocha.


     

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