28/12/2008
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10h46
Eventos culturais ajudam a conservar casa na av. Paulista
CRISTIANE CAPUCHINHO
da Folha de S.Paulo
Na avenida-símbolo da capital, os barões do café ergueram suas casas no início do século 20. Daquela época restam duas delas: a Casa das Rosas e o número 1.919, conhecido pelos estandes de doação de animais de estimação que abriga aos finais de semana.
Construída em 1905 pelo engenheiro Antonio Fernandes Pinto, a casa sempre pertenceu à família Franco de Mello. Em 1992, foi tombada pelo Conpresp e ficou sob comodato de Renato Franco de Mello, 60.
Morador da casa desde então, Mello se auto-intitula vigia da casa, que empresta constantemente para eventos culturais como teatro e exposições.
"A casa tem vocação cultural, tanto que foi considerada patrimônio histórico", afirma Mello sobre o bem construído em um terreno de 4.720 m2.
Parte da casa é fechada e usada apenas para fins privados, enquanto as salas da frente têm destinação pública. O amplo quintal por vezes é usado para bazares e apresentações culturais, como teatro e dança.
Valores
A base de troca para a cessão do espaço são serviços de manutenção da parte da frente da casa, espaço aberto à visitação durante os empréstimos.
"Alguns vêm e arrumam a iluminação, outros podam o jardim, arrumam o telhado", exemplifica o morador.
Neto do primeiro proprietário do casarão, Mello diz que nunca se valeu de incentivos para conservá-lo e que uma casa bem cuidada não tem grandes gastos de manutenção.
Sobre o valor imobiliário do terreno, Mello se diz muito contente com a propriedade para vendê-la. (CC)
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