11/01/2009
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10h25
Número de moradores solitários cresce; faltam unidades de 1 quarto
CRISTIANE CAPUCHINHO
da Folha de S.Paulo
Inspirados pelas resoluções de ano-novo e de mudança de vida, em janeiro muitos começam a buscar um imóvel. Alguns querem comprar um para casar; outros desejam sair de casa para morarem sozinhos.
Juntos, eles aumentam o número de domicílios em que mora uma só pessoa, que representarão, em 2010, 11,12% das unidades residenciais da região metropolitana de São Paulo.
Em 2003, o número era de 9,16%, segundo estudo e projeção do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais para o Ministério das Cidades.
A faixa dos domicílios unipessoais é a que mais crescerá, com 21,13%, enquanto o número de moradias com três ou quatro pessoas deve subir 1% e as residências com cinco ou mais moradores devem diminuir em 21,43%, diz o estudo.
Em números absolutos, houve um aumento de 480.105 unidades unipessoais, em 2003, para 707.324, em 2010, mostrando a alteração no estilo de vida de parte da população.
"Temos sentido que cada vez mais há um público de descasados, de viúvos e de solteiros que saem da casa dos pais", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato do setor).
São dois perfis bem distintos: a pessoa com a vida feita procura conforto e aceita pagar preços maiores e o jovem em início de carreira que quer um apartamento pequeno por não precisar de um maior e tampouco estar disposto a gastar muito.
Os que buscam um imóvel de um quarto só enfrentam um problema: a falta de lançamentos com essa característica.
"A produção de um-dormitório, precisamente no segmento médio padrão para cima, é muito escassa", analisa Cyro Naufel, diretor de atendimento da imobiliária Lopes.
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