18/01/2009
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11h54
Projeto de monitoração em prédios tem de prever modelos adequados de equipamentos
MARIANA DESIMONE
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Mesmo com projeto de segurança, dois condomínios em São Paulo sofreram arrastões no fim de semana passado.
Em um deles, nos Jardins (zona oeste), o porteiro foi rendido fora da guarita, e a má qualidade das imagens gravadas pelas câmeras impediu a identificação dos bandidos.
Para minimizar o risco dessas ocorrências, devem-se repensar três pontos principais da segurança em prédios: infraestrutura com aparelhagem eletrônica em boas condições, treinamento efetivo do pessoal e moradores que colaborem com normas estabelecidas.
O passo inicial é escolher um projeto adequado de segurança, oferecido por consultores e empresas especializados --que precisam ser isentos.
"Muitas vezes o consultor trabalha para uma empresa de câmeras e oferece um projeto gratuito que vai prever muitos aparelhos desse tipo --e poderá deixar áreas que requerem mais atenção descobertas", frisa o consultor Hugo Tisaka.
"Cheque se há soluções para muros baixos e partes mal iluminadas do prédio", pontua.
O diretor de planejamento do Grupo Haganá, Chen Gilad, afirma que a empresa de segurança deve apenas sugerir os modelos de aparelhos -como monitores com boa resolução. "Quem escolhe marcas são os condôminos em assembleia."
Outro ponto-chave é a guarita. José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, recomenda que ela seja blindada e fique a sete metros do portão da rua.
O porteiro só deve deixá-la na troca de turno e ser substituído quando vai ao banheiro. Assim, precisa ter um colega na mesma função.
"É importante ter uma linha telefônica para que a empresa cheque, a cada 20 minutos ou uma hora, se ele está acordado e se não há nada de errado."