20/09/2009
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14h31
Moradores de Vila Maria destacam bom convívio mas criticam iluminação
"Daqui não saio, daqui ninguém me tira." A marchinha de Carnaval até poderia ser adaptada e virar enredo para a escola de samba Unidos da Vila Maria. Os versos definem bem o espírito do morador do distrito.
Segundo a pesquisa DNA Paulistano, realizada pelo Datafolha em 2008, 65% dos habitantes da região nasceram, cresceram e sempre viveram ali; apenas 19% dizem que pretendem se mudar.
| Adriano Vizoni/Folha Imagem |
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| Novos prédios têm mudado o perfil do distrito de Vila Maria, onde 91% das pessoas habitam casas térreas e 65% sempre viveram ali |
"Vejo semelhança com a Mooca. As pessoas são muito fiéis a ela", observa Celso Amaral, diretor corporativo da Amaral d'Avila Engenharia de Avaliações e da Geoimovel.
Que o diga o profissional de logística Rodrigo Rabelo Viana, 27. Ele conta que vive no distrito "desde a maternidade".
"Todo mundo se conhece, há quermesse na igreja. Você vê muitas crianças nas ruas, que são tranquilas. Pais, irmãos, amigos em geral moram perto." De acordo com o Datafolha, 91% dos moradores da Vila Maria habitam casas térreas.
Viana elogia o acesso à região: "Chega-se facilmente ao centro, à zona leste. O trânsito flui bem, com exceção da rua Alcântara, onde quem vem de Guarulhos corta caminho".
A proximidade com a via Dutra pode incomodar: eventualmente caminhões circulam pelo distrito em busca de atalhos.
Amaral relativiza opiniões favoráveis ao considerar "meio truncado" o acesso à Vila Maria -uma das vias de entrada, a marginal Tietê, tem tráfego pesado naquele trecho. Amaral destaca a "boa infraestrutura" de comércio e serviços.
Foi o que percebeu a estudante de publicidade Camila Bernardi, 21, que se mudou para a Vila Maria há três anos; antes, morava no Pari (centro).
"Há um boliche na avenida [Guilherme Cotching], bufê, pizzaria, barzinhos por causa da Uninove [Universidade Nove de Julho]", enumera.
Bernardi mora com a mãe em um apartamento de três quartos perto da quadra da escola de samba. Elas trabalham em uma empresa familiar na Vila Maria.
Os três-dormitórios, por sinal, respondem por 51% dos lançamentos do distrito de 2002 a 2009, segundo dados da Geoimovel e da Noxx Imobiliária Inteligente. Os dois-quartos somaram 42%, e os quatro-dormitórios, 7% (veja no quadro).
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Arte |
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Problemas
Andressa Zulli, 21, estudante de contabilidade, também trocou o Pari pela Vila Maria. "Não tenho do que me queixar, a região é tranquila e limpa."
Mas o slogan "Varre, varre, vassourinha", do ex-presidente Jânio Quadros --que estabeleceu sua base eleitoral no distrito--, viria a calhar para 11% dos entrevistados pelo Datafolha, que apontam a sujeira de ruas como o maior problema. Para 18%, é a iluminação pública.
Como não há metrô no distrito, para usá-lo é preciso ir até as estações Santana e Belém.
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