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24/01/2005 - 11h58

Consórcio é meio mais barato para financiar veículo

da Folha de S.Paulo

O carro mais barato do Brasil é o Fiat Mille. Ele custa R$ 18.780, o equivalente a pouco mais de 72 salários mínimos. Ou seja, carro zero-quilômetro é caro. A saída para grande parte dos brasileiros é o financiamento. Em 2004, 60% das vendas foram a prazo.

Há três maneiras de financiar um veículo: CDC (Crédito Direto ao Consumidor), leasing (aluguel com opção de compra no fim do contrato) e consórcio. Apesar de a primeira ser a favorita do consumidor, é a última a mais vantajosa do ponto de vista financeiro.

"Se o cliente não tiver pressa, o consórcio é a melhor saída", diz Carlos Eduardo Oliveira Júnior, economista do Conselho Regional de Economia. "O consumidor foge das altas taxas de juros praticadas pelas financeiras", afirma.

No consórcio, não há juros. Mas isso não significa que o carro tenha a prazo o mesmo preço que à vista, com a vantagem de ser pago em até 80 meses: é preciso arcar com taxas de reserva e de administração, além de seguro.

Para o professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho, o consórcio é um bom negócio só para os primeiros contemplados. "Quem não tiver urgência deve investir o dinheiro numa caderneta de poupança e comprar à vista, com desconto."

São sorteios que definem quem vai andar de zero-quilômetro. Os "apressados" podem dar um lance, mesmo que seja o carro usado. As parcelas mensais sobem quando o preço do carro é reajustado.

Tudo isso faz o brasileiro preferir o imediatismo do CDC. Em 2004, 46% das vendas foram através dele, segundo a Anef (associação das financeiras das montadoras). A forma mais econômica ficou com 9%, contra 13% de 2003. O leasing respondeu por 5%.

Para evitar problemas, uma dica é consultar o site do Banco Central (www.bancocentral.gov.br), que mostra as reclamações contra os consórcios.

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