28/05/2006
-
12h04
Fiat desconversa sobre produção do Grande Punto em Minas Gerais
GERSON CAMPOSda
Folha de S.PauloEm recuperação depois de uma grave crise na Europa e da perda de lucro no Brasil, a marca líder do mercado nacional teve de apostar em novos produtos para ver seu balanço financeiro positivo novamente.
"Não se faz "turn around" [virada] sem produto", afirma Cledorvino Belini, 57, presidente da Fiat América Latina. Responsável em boa parte por essa recuperação na Europa, o Grande Punto foi o carro mais vendido no continente no primeiro trimestre de 2006.
Sua fabricação na unidade brasileira da Fiat é cercada de especulações. O carro já é testado em Betim (MG), mas sua produção local ainda não foi confirmada oficialmente.
"Testamos vários modelos que não são vendidos nem feitos no Brasil porque a fábrica de Betim é a única fora da Itália que tem engenharia de desenvolvimento", esquiva-se Carlos Henrique Ferreira, 38, assessor técnico da montadora.
Com 4,03 m de comprimento, o Grande Punto encaixa-se entre os 3,83 m do Palio e os 4,25 m do Stilo. Seu porta-malas tem espaço para 275 litros, e o preço, na Europa, parte de 11,1 mil (aproximadamente R$ 34 mil).
"O desenho busca esportividade, com o pára-brisa bem inclinado, e alguns elementos inspirados nos carros de corridas, como o retrovisor fixado em uma parte inferior da porta", explica Ferreira.
Um funcionário do campo de provas de Balocco afirmou à Folha que o Punto será mesmo feito no Brasil. Além disso, um novo sedã está em desenvolvimento --o Marea ainda não tem um substituto, o que deve acontecer em 2007.
Também no próximo ano, a Europa verá o novo Stilo, provavelmente no Salão de Frankfurt, e a versão brasileira será reestilizada. Mas uma coisa é certa: se a marca não confirma que fará o Punto no Brasil, também não desmente a idéia com veemência em nenhum momento.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre mercado automotivo