06/06/2009
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10h53
Sedãs pequenos trazem bom espaço e status
ALESSANDRO REIS
PAULO SILVEIRA LIMA
do Agora
Em busca de mais status, potência e espaço para a família, muitos brasileiros têm migrado de modelos de entrada, geralmente "hatches" 1.0, para sedãs pequenos com a mesma motorização ou maior. Prova disso é que o segmento, com várias opções abaixo dos R$ 40 mil, está em expansão.
De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as vendas de sedãs pequenos no país durante os primeiros cinco meses de 2009 cresceu 9,58% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e maio deste ano, foram emplacadas 169.650 unidades com esse tipo de carroceria.
Por essa razão, não param de aparecer novidades nessa fatia competitiva do mercado. A mais recente é o Symbol, da Renault, que chegou em março arrancando elogios da imprensa especializada, com seu eficiente motor 1.6 16V --o mesmo que equipa o Logan e o Sandero-- e ar-condicionado, duplo airbag e travas elétricas de série. No mês seguinte, chegou a versão de oito válvulas do sedã, mais barata (R$ 39.990, contra R$ 41.190 do 16V).
O Agora avaliou a versão de entrada do Symbol e a confrontou com dois carros bons de venda: o Fiat Siena ELX 1.4 Flex (R$ 36.390) e o Ford Fiesta Sedan 1.6 (R$ 34.105).
O estreante Symbol de oito válvulas agradou bastante. Embora seja o mais caro dos três, é também o mais completo. Com a segunda maior distância entre-eixos (2,47 m, contra 2,49 m do Fiesta e 2,37 m do Siena), dá a impressão de ser maior. Substituto do Clio Sedan, o novo Renault compartilha peças e a mesma plataforma com o seu antecessor, mas é mais sofisticado.
Avaliamos a versão Expression, a mais simples, que não inclui ar-condicionado digital e computador de bordo (de série no Symbol Privilège, que custa R$ 44.490). Mesmo assim, o acabamento do painel e dos bancos merece elogios.
O motor 1.6 8V bicombustível do Symbol se apresenta mais esperto do que o 16V em baixas rotações, proporcionando agilidade no trânsito urbano. A potência máxima, de 95 cv (no 16V é de 115 cv), deixa um pouco a desejar na estrada. A suspensão absorveu muito bem o impacto dos buracos das vias paulistanas, mas, em rodovias, balançou nas curvas. O motor passou muito ruído para a cabine.
No Siena, a posição de guiar e o acabamento interno são bons. O Fiat também se diferencia por itens de série como direção hidráulica e computador de bordo. Ao pisar no acelerador, porém, o desempenho do motor 1.4 flexível de oito válvulas foi o mais fraco: capaz de gerar até 86 cv, exige uma dose de paciência em arrancadas e retomadas. Na estrada, a falta de potência é mais sentida (há a versão HLX 1.8, à venda por R$ 42.990).