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30/08/2009 - 10h05

Polo é o melhor automatizado do país

FELIPE NÓBREGA
da Folha de S.Paulo

O que parece mais incoerente: um forno autolimpante que deve ser lavado à mão todo dia ou um câmbio automatizado que só é um pouco mais confortável no modo manual?

Nos carros automatizados, os taxistas aconselham aliviar o pé do acelerador pouco antes da troca de marcha para burlar a eletrônica e eliminar os incômodos trancos.

Mas desembolsar R$ 42.580 por um Polo I-Motion pode ser uma alternativa. No teste Folha-Mauá de aceleração longitudinal (medição da variação gravitacional entre as mudanças de marcha), a transmissão robotizada do Volks se mostrou a menos arredia.

"Além de diminuir os "saltos" entre as mudanças de marcha, desenvolvemos um mapeamento abrangente que otimiza a adaptação do carro a diversas situações", explica José Loureiro, engenheiro da VW.

O Polo ainda oferece, por R$ 470, "borboletas" atrás do volante para a troca manual de marchas. Algo para compensar a falta de agilidade do motor 1.6 de até 103 cv (com álcool), o mais fraco deste comparativo.

Já o Palio, além de exibir os faróis de dupla parábola, se gaba de ter o software de gerenciamento do câmbio mais evoluído que o do precursor Stilo Dualogic, hoje com 60% do "mix" de vendas do modelo. Querendo ou não, o upgrade no sistema foi suficiente para superar a Meriva no teste.

O inusitado é que a Fiat anuncia o Palio como o "automático" mais barato do mercado. Pela etimologia da palavra, não deixa de ser. Dizer "automatizado" não pegaria bem.

E mesmo desembolsando inflados R$ 37.230 por ele, você ainda precisa torcer para o tempo não esquentar.

Não há ar-condicionado de série --como opcional, custa R$ 3.800. No total, beira o patamar de preço do Volks, que é maior, mais bem acabado e, na rua, ninguém o confunde com um modelo "popular".

Pelo menos, na rodovia, o peso-pena do Fiat se aproveita dos 114 cv do motor 1.8 --o mesmo da Meriva- para virar o capeta nas retomadas. A contrapartida aparece na conta do posto. Bebe demais.

Costume

A Meriva também é beberrona e, neste comparativo dos câmbios automatizados, teve o pior desempenho nas trocas de marcha. Ainda terá de lidar com a concorrência da Idea, que, a exemplo do Palio, acaba de ganhar o sistema Dualogic.

Para Roberto Camargo, gerente de engenharia de produto da Chevrolet, tudo é apenas uma questão de adaptação do consumidor à utilização da nova tecnologia.

"O estranhamento [em relação ao câmbio automatizado] é porque a operação acontece independentemente da expectativa do motorista. Os trancos de um modelo manual são maiores, mas as pessoas já se acostumaram a eles", argumenta Camargo.

INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA
www.maua.br
0/xx/11/4239-3092


     

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