Comentários


Comentários de Daniel Collares FLORIANOPOLIS / SC
Em 16/02/2008 10h29
depois de ler algumas críticas relacionadas ao filme pela imprensa estrangeira, taxando-o de facista, tenho a impressão de que, pelo menos no exterior, o diretor foi bem-sucedido nesse "retrato" da polícia brasileira, que além de corrupta, é autoritária e violenta. É uma pena que o público brasileiro não tenha se concentrado também nesse aspecto, prefirindo enxergar o BOPE como uma esperança de erradicação do tráfico e da bandidagem. Aqui, infelizmente, a interpretação geral do filme só tornou a polícia mais arrogante e autoritária. Enquanto a população veste a bandeira da "faca na caveira", os bandidos (fardados ou não) tornam a vida do cidadão comum cada vez mais reprimida.

Em Tropa de Elite
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Em 14/02/2008 09h53
Vejo que funcionários da polícia também participam neste "fórum", mostrando-se contrariados pelo fato de estarem agora também sendo criticados. O fato é que a polícia tem que melhorar e muito, cara senhora, e não é começando pelo aumento de salários e muito menos por investimentos em "boas" armas. Cada passo que se da no sentido de armamentar a polícia é um tropeço no sentido de aumentar o poder bélico nos morros. Quanto ao aumento dos salários, se isso fosse promessa de aumento na eficiência em cargos públicos teríamos políticos tão eficientes quanto fossem seus "razoáveis" salários... O fato é que quem trabalha para a polícia, seja subindo morro ou não, escolheu sua profissão e deve, antes de mais nada, gostar do que faz, ganhando bem ou não, trabalhando em feriado ou não. Em todos os outros setores também se ganha pouco, e isso não deve ser justificativa para ineficiência e corrupção. Policiais, em geral, tem demonstrado sua maior vulnerabilidade bem antes de sacar a arma que empunha - não tem preparo ético e moral, e tampouco consciência dos fatores sociais gerados por suas atitudes.

Em "Tropa de Elite" no festival de Berlim
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Em 13/02/2008 19h41
depois de ler algumas críticas relacionadas ao filme pela imprensa estrangeira, taxando-o de facista, tenho a impressão de que, pelo menos no exterior, o diretor foi bem-sucedido nesse "retrato" da polícia brasileira, que além de corrupta, é autoritária e violenta. É uma pena que o público brasileiro não tenha se concentrado também nesse aspecto, prefirindo enxergar o BOPE como uma esperança de erradicação do tráfico e da bandidagem. Aqui, infelizmente, a interpretação geral do filme só tornou a polícia mais arrogante e autoritária. Enquanto a população veste a bandeira da "faca na caveira", os bandidos (fardados ou não) tornam a vida do cidadão comum cada vez mais reprimida.

Em "Tropa de Elite" no festival de Berlim
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