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Comentários de Fabio Storino SAO PAULO / SP
Em 18/10/2007 17h09
Se por um lado isso é positivo pelos motivos mais óbvios, por outro, isso distancia ainda mais homens e mulheres tanto no mercado de trabalho quanto na família.
No trabalho, vai ficar ainda mais desfavorável contratar uma "mulher casada, sem filhos, e em idade fértil", pois poderá em breve se afastar por 6 meses do trabalho. Se os homens tivessem direito a esses mesmos 6 meses, como o é, por exemplo, na Suécia, então essa "desvantagem" das mulheres desaparece, e ambos os sexos podem ser considerados igualmente na disputa por uma vaga.
Na família, isso quer dizer que, pelos 6 meses mais fundamentais para a formação da criança, que são os primeiros 6 meses, vai se distanciar ainda mais o tempo de contato dela com o pai em relação ao tempo com a mãe.
Se o Congresso fosse realmente "pró-família", não há por que esse benefício não se estender igualmente aos homens.
Assim como os homens também têm a obrigação de compartilhar junto à mulher a responsabilidade por levar a criança ao médico, participar das reuniões da escola etc.
Essa lei, do jeito que foi aprovada, nos deixa ainda mais longe da igualdade entre os sexos.

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