Comentários


Comentários de Fernando Teles
Em 21/11/2009 00h44
Daniele, a garota não se promoveu ou premeditou nada. E não tinha em mente a exposição de um certo TALENTO quando o episódio ocorreu. É simplesmente, como foi pontuado por você, o modo como os eventos ganham destaque na nossa mídia. Já fizeram até música sobre a estudante. O mais importante é que nosso país discuta a censura que foi colocada em prática pela UNIBAN. Não interessa se a garota é uma coitada ou não. Ela é antes de mais nada uma cidadã. E, se o que ocorreu com ela for considerado normal e justo, estaremos automaticamente atestando a aplicação dessa norma para todos os casos futuros de mulheres que se vestem como querem em outras instituições que reunem um número considerável de indivíduos. Ninguém precisa gostar do modo como ela se veste ou achá-la bonita. Ela não é o aspecto mais importante desse episódio, apenas uma personagem que optou por uma indumentária que atraiu a atenção de outras pessoas. E é esse incômodo que merece mais reflexão. Se é permitido a um grupo de pessoas manifestar sua indignação em relação a algo que não gostam daquela forma, então qualquer crítica a qualquer comportamento daqui pra frente é válida. Hoje é um vestido, amanhã uma opinião, no dia seguinte a cor da pele. Valores são mutáveis, e por isso mesmo existem para serem questionados e não seguidos a risca. Pense nisso.

Em Expulsão na Uniban
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Em 27/01/2009 14h07
Carioca, assisti ao programa. Conforme você mesmo disse, ele é disparado o melhor programa da tv brasileira. Não consegui parar de assitir. Aprendi muitas coisas. Como paquerar dizendo meia dúzia de palavras. Incorporei a palavra "caraca" ao meu vocabulário como uma interjeição útil para momentos de surpresa. To aprendendo também a ser uma pessoa mais bacana, descolada com o comportamento típico do jeito de ser da classe média. Ahh!! Além disso, estou vendo claramente que pra chegar lá, ser alguém na vida tudo que preciso fazer é dar um jeito de aparecer na globo. Estou providenciando já já os preparativos para um tipo de participação nesse alucinante reality show. Quem sabe não entro no BBB10. É esperar pra ver! Vai mudar minha vida!

Em Big Brother Brasil 9
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Em 21/01/2009 15h29
Ok colega CARIOCA. Já estou fazendo isso. Até agora não consegui ficar apaixonado por ele como você mas em breve coloco aqui meus comentários "fundamentados". Desta vez não sobre a idéia do programa mas sobre as falas e interações dos participantes. Será que minha opinião sobre ele irá mudar?

Em Big Brother Brasil 9
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Em 20/01/2009 18h39
NETO SANTANA SANTANA, falar abertamente sobre algo que é público, como a tv, também é exercício de um direito democrático. Não acha? Não entendi como você concluiu que chegaríamos a ser terroristas. A idéia, penso eu, é pensar sem amarras e não aceitar qualquer coisa como a última palavra ou como o ideal. Desde que o que é veiculado na tv é produto de uma empresa, que visa lucros, qualquer coisa que ela produz estará necessariamente atendendo a interesses. No caso do BBB parece que fazem de tudo para vender uma imagem de felicidade, alegria, beleza e talvez tranquilidade para o espectador que chega cansado em casa depois de um dia de trabalho. As novelas também exploram isso, penso eu. Mas existem muito mais do que isso. Vou começar a assistir o programa nos próximos dias. Vou tentar escrever aqui alguns apontamentos que talvez gerem discussões mais interessantes tendo essa idéia como ponto de partida.

Em Big Brother Brasil 9
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Em 19/01/2009 16h51
Carioca, em relação ao seu comentário sobre a possibilidade de relacionar minhas "conceituações" ao fenômeno mundial do BBB, digo que só falo do Brasil. Não conheço tão bem assim as demais culturas para emitir qualquer opinião substancial.

Em Big Brother Brasil 9
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Em 12/01/2009 13h11
Estou gostando muito dos comentários sobre o BBB9. Eles mostram que o nosso espírito crítico desponta quando sabemos que aquele fenômeno que mobiliza milhões de espectadores está de volta. Mas não devemos esquecer que não se trata de um retorno. O hábito do brasileiro de parar tudo para prestar atenção no projeto ideal de vida alheia é algo há muito já explorado pelas telenovelas. A diferença, acredito, diz respeito apenas ao prêmio final dos participantes e ao fato de que eles decoram menos texto do que os atores globais. Quando me refiro ao projeto ideal de vida, quero dizer que a faixa etária, o tipo de pessoa, a cor da pele predominantes etc, refletem um projeto inacabado de brasileiro. Um projeto que tem na tela a sua realização tão rápida quanto nossa memória social e tão pobre quanto nossa participação política. É o ápice da alegria, da beleza física e do entusiasmo de quem só olha pra frente, que cultivamos como marca maior, como determinante de nossa cultura. Pois é, nossa identidade está lá, não podemos negar. Que o programa concentra tudo isso, muitos aqui já falaram. Que tal observarmos o ponto central desse fenômeno no modo como ele captura a atenção de quem o assiste? E porque assite? Que falta ele preenche? Esse tipo de pergunta é mais investigativa e especulativa e pode esclarecer coisas que a frase ESSE PROGRAMA É UMA PORCARIA não consegue fazer. Esse tipo de discussão me interessa muito e muitos já estão fazendo aqui. Que tal nos concentrarmos nisso?

Em Big Brother Brasil 9
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Em 09/04/2008 20h03
Bom, ja que a maioria daqueles que comentaram essa reportagem acreditam que devemos comparar a importancia desse fato com outros acontecimentos no pais, eu diria que estariamos correndo um risco ainda mais serio com esse raciocinio. Afinal, que escolha faz uma mae de trigemeos recem-nascidos quando os tres bebes estao com fome ao mesmo tempo? Ela deve saciar primeiro a necessidade de quem grita mais alto? Tomara que o mais velho nao tenha uma voz muito forte, caso contrario os outros dois sempre estarao em desvantagem.
Todos costumam concordar quando alguem sugere que no Brasil falta educacao. Apesar de acreditar que precisamos nos concentrar mais nas grandes discussoes sobre as politicas educacionais brasileiras, tambem acredito que o que educa e aquilo que esta ao alcance no universo de possibilidades de um jovem. E no Brasil ja tem crianca brincando com armas, drogas, e outras coisas que, perto do nossos maiores problemas em pauta nao tem la muita importancia.
Jogos, livros, programas de tv, filmes e outros produtos da nosssa cultura nao precisam gerar resultados imediatos para que sejam considerados importantes para a formacao.
Pilotos de aviao sao treinados em simuladores, semelhante aos jogos eletronicos, antes de assumirem o controle de uma aeronave real.
Jogos que simulam conflitos armados estariam desenvolvendo qual tipo de habilidade mesmo? Ah! Vamos esquecer disso e pensar em coisas mais importantes.
Ps: estou nos EUA, por isso a falta de acentos.

Em Counter Strike proibido no Brasil
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