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Comentários de Leonides Justiniano
Em 20/05/2008 01h49
Algumas atitudes são emblemáticas de todo um proceder que se estende à existência e, não, a uma circunstância.
Um reitor, ou ex-reitor que seja, que recorre ao artifício do "atestado médico" para não comparecer a uma sessão em que deveria prestar depoimento faz lembrar os milhares de alunos que recorrer a atestados médicos para suprimirem suas faltas.
Não de há muito, um vice-presidente de uma das instituições mais conceituadas em termos de preparação e organização de exames seletivos no país teve revelado que algumas de suas publicações continham plágios...
Que, então, cobrar dos estudantes? Que não podem colar, que devem realizar com seriedade e honestidade seus trabalhos de conclusão de curso (TCCs), que devem ser honestos e assumirem suas faltas, quando não estiverem presentes e que, portanto, colega que assina lista de presença para colega comete crime...?
Mas, são os que ocupam os cargos de comando - e que deviam dar o exemplo - aqueles que transgridem os preceitos mais "sagrados". É daqueles de quem se devia esperar a conduta mais íntegra que vêm os escândalos.
Sobretudo quando esses escândalos ocorrem em instituições educacionais, o que exigir dos estudantes? Como convencê-los de que o estudo é uma via segura para a ascensão honesta?
Infelizmente, carecemos de líderes exemplares em vários setores de nossa vida.
É uma lástima.

Em UnB
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Em 07/05/2008 11h48
Já que se falou em Deus, vamos por aí!
Fritzl não quer ser visto como monstro. E nem pode. Ele não tem síndrome de monstro. Ele quer ser visto (e tem síndrome) de Deus, de senhor da vida e da morte. Sim, é isso que transparece em suas palavras e em sua ação. "Poderia ter matado e não o fiz." Poderia ter deixado viver, igualmente, e não o fez!
Alguns pensavam que o mundo é um sopro de Deus, ou respiro de Deus. E que se Deus parasse de respirar, o mundo acabaria junto com ele. Mais uma vez, aí aparece a onipotência de Fritzl. Sim... Todos - sua filha sistematicamente violentada e os filhos que estavam com ela no submundo, no limbo, no inferno, dependiam da respiração desse deus. Se ele morresse, todos podemos imaginar as pessoas do submundo (filha e filhos) definhando dia a dia, hora a hora, minuto a minuto. Pois ele comprava comida e água diariamente. Todos iriam morrer porque ninguém iria escutar, como não escutaram por mais de duas décadas. Morrendo na solidão, na luz artificial, sem comida, sem água.
Na seqüência, podemos chamar algum diretor de filme de terror para ilustrar as cenas finais, no estilo "Faces da Morte" ou "Jogos Mortais", ou "Sobreviventes dos Andes", ou... Imaginação não falta, como não faltam imaginação e argumentos para aqueles que, conscientes de seu "poder", de sua integridade garantida por lei, afrontam a razão e o sentimento dos demais.
Nietzsche dizia: "Quem convive com monstros deve velar para que, também ele, não se transforme em monstro."

Em Refém na Áustria
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Em 05/05/2008 17h05
Eis mais uma demonstração de que "título" e "estudo" não são sinônimos de competência "humana". Isso é reflexo de toda uma cultura da intolerância e da arrogância.
E o que é pior: demonstrativo de que algumas leis são uma camisa de força contra os próprios lesados. Explica-se. Por ter sido eleito pelos pares, em conformidade com os estatutos institucionais, o meritíssimo coordenador não poderia ser afastado. Lembram-se de algo parecido que ocorreu na ANAC? Lá, também, os diretores não poderiam ser afastados...
Mas, isso, sim, é uma piada!! Criam mecanismos que superprotegem os ocupantes de determinados cargos que são "públicos", que deveriam, portanto, estar a serviço do público e, não, prestando-lhe um desfavor.
E quem são os pares? Veja-se o caso do ex-Reitor da UNB, cujos pares se recusaram a tomar medidas contra ele, quando do pipocar de escândalos com verba pública. Algo de sinistro... Ou que pode indicar a partilha, ao menos, de pontos-de-vista comuns.
Infelizmente, o mecanismos de imunidade, de estabilidade, dentre outros, nem sempre são aproveitados em benefício daquilo que o cargo exige e para o fim que foi criado. Esses mecanismos servem como uma "blindagem" daqueles que, por sua postura, demonstram não possuir, sequer, estabilidade emocional. Sequer estabilidade moral.
E não é o caso de referir a glória da Bahia por seus "grandes" nomes, não. Os baianos são dignos porque são baianos, seres humanos que nasceram na Bahia - dignos por serem isso: humanos!

Em Cursos de medicina
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Em 29/04/2008 12h24
Vejamos... Cai a Lei da "mordaça"? Cai parte da Lei de Imprensa? Mas, algumas investigações são cerceadas no nascedouro. A respeito do malfadado "dossiê", que não é dossiê, e a respeito do qual se permite que a investigação apenas descubra se houve vazamento. E ponto! Agora, a respetio da operação Santa Tereza, quer-se a responsabilização por quem supostamente vazou dados. Sobretudo porque expôs um político ao crivo do juízo popular... São duas medidas distintas ou é a mesma prática?
O que gostaríamos de saber é a respeito de políticos sendo acobertados por uma série de legalismos imorais e anti-éticos, dentro os quais se destaca a impunidade, que é o verdadeiro nome da "imunidade" parlamentar.
Como pode alguém ter imunidade para cometer crimes comuns? Quantos processos estão travados nos vários juizados porque seus agentes têm foro privilegiado?
Não basta lei. A lei é feita por "A" ou "B"; mas não quer dizer que, por ser recoberta por uma lei, que uma ação não é imoral. Injusta. Afinal, justiça está ficando cada vez mais distante de Lei!
Já estamos cansando de ver tantas denúncias darem em nada. É mala prá lá, mala prá cá... E, para que alguns de hoje não pensem que falamos desse ou daquele partido, é só lembrar a história de PC Farias. Qual foi o resultado de tudo isso? E as pastas Rosa, Verde, Vermelha...
Quanto à privacidade de "indiciados" ou meramente "suspeitos", sim: deve-se respeitá-la, mas tal não deve servir de desculpa para barrar acesso a informações.

Em Fraude em licitações
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Em 29/04/2008 10h53
Para citar alguém com autoridade... Hannah Arendt, que relfetiu tanto sobre os horrores do nazismo, em determinado momento, referindo-se à racionalidade humana, diz: o que nos diferencia dos outros animais é a racionalidade; mas isso, necessariamente, não nos torna melhores.
A cada dia, mais vamos os convencendo da profunda veracidade dessas palavras. Ou, ainda, talvez devêssemos retomar Butler, quando o mesmo afirma que "o homem (ser humano) é o único animal que consegue permanecer, em termos amigáveis, ao lado da vítima que pretende devorar, antes de fazê-lo".
Sem sermos apocalípticos... Mas está ficando cada vez mais corriqueiro pais matarem (física e psiquicamdente) filhos, filhos matarem pais, irmãos matarem irmãos, o que nos faz questionar se a política pode ser diferente do que tem sido. Afinal, que "obrigação" um estranho teria com outro estranho que, simplesmente, lhe confiou um voto?
Sim, são tempos estranhos, estes, onde é a inocência quem deve se justificar (Camus).

Em Refém na Áustria
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Em 29/04/2008 01h56
Infelizmente... Infelizmnte! Enquanto não se passar a se tratarem os problemas nacionais como NACIONAIS e, não, PAROQUIAIS, tudo continuará na mesma. PT PSDB, PT do B, PSOL... Tudo isso é coisa passageira, com pretensões passageiras, como temos visto. O problema é o país, que já existia e vai continuar a existir, mesmo, sem partidos.
Sim, acreditaos em partidos que se insurgiam contra a corrupção, mas que, depois de assumirem o poder, que justificativa dão? De que a corrupção é a regra...
De fato, a coisa caminha pelo outro lado...

Em Fraude em licitações
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Em 16/04/2008 18h41
Albert Camus, em seu livro "O homem revoltado", registra que "Quando o crime se reveste de inocência, é essa quem é chamada a se justificar!"
Atualmente, é o que assistimos: os "criminosos", ou os transgressores, revestem-se de inocência, nunca sabendo o que estão fazendo. Ao agirem assim, atribuem aos demais a necessidade de justificarem sua "revolta" contra os "inocentes transgressores". É a perversão máxima. De vítima a réu; de réu a vítima.
O problema é que são pessoas que ocupam cargos estratégicos, seja em órgãos intermediários, seja de alto escalão de importância na vida pública (ou privada, em alguns casos). Na vida privada, geralmente, a demissão por justa causa busca sanar o desvio, mas na vida pública...
É lamentável ver a "inocência" a "ingenuidade" dos líderes. Como nos fiarmos em líderes que não sabem o que fazem, o que ocorre...? Imaginem os soldados desamparados por um sargento, um general que não sabe o que fazer ou o que aconteceu?
Sun Tzu já alerta para o fim: quem não se conhece e não conhece o inimigo já está derrotado.
INfeliz do povo que têm pessoas assim por líderes.
Ilerados, letrados, doutores ou pós-doutores (com reitores, atualmente)... Todos inocentes, todos ingênuos... Tanto estudo para tão pouco discernimento!
E querem, depois, exigir discernimento em Enades, Enems, Pisas, Ensejas, Saebs...
O PAC que precisamos é um PAC Ético e Moral, que nem precisa, na prática, ser Acelerado: basta que seja contínuo!

Em Cartões corporativos
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Em 16/04/2008 00h34
Que é racionalidade? Aceitar que alguém, por estar investido de autoridade ou por ocupar um cargo não poder ser criticado?
Um comentarista deste espaço afirma que os estudantes de outrora eram mais "conscientes" por brigarem por seus títulos...
Ora, mas é justamente essa a "praga" que assola o ensino superior e as demais profissões. Alguém que quer título, mesmo que seja de "servidor público", como vereador, deputado, prefeito, governador, senador, presidente...
Não basta o título. É necessária a competência e a capacidade para assumir o ônus que advém com o cargo.
Já era hora de os estudantes - os antigos "caras´-pintadas" - saírem do buraco e mostrarem seu inconformismo, que assinalou a história de tantos países.
Não é de diplomas que os estudantes precisam: pode-se ser "doutor honoris causae" sem qualquer nível de estudo.
O que se precisa é de cidadãos conscientes, que sabem que o lugar que ocupam em uma instituição de ensino implica em responsabilidades, dentre as quais zelar por um país mais íntegro e honesto, onde muitos não sabem, sequer, assinar o próprio nome, ou escrever com correção, apesar de terem, no "currículo", vários anos de banco escolar. Chega de analfabetos funcionais, analfabetos digitais, analfabetos secundários...

Em Ocupação da UnB
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Em 09/04/2008 17h51
À medida que um país progride, ou evolui quanto à autonomia de seus cidadãos, os cidadãos mais e mais internalizariam as normas, desde que justas e racionalmente justificáveis.
No entanto, o regramento puro e simples de condutas que devam ser consideradas prejudiciais é, em si, quando desmedidas, também um auxílio - violento - para a manutenção da menoridade moral.
Após todo o estardalhaço sobre o Estatuto do Desarmamento não presenciamos, claramente, uma redução dos crimes praticados sob arma de fogo. De forma semelhante, à exceção do "V. Meira", aquele estudante de medicina que disparou sua arma no cinema (imitando Duke Nuken, afirmam), jamais se ouviu, francamente, que comportamentos criminosos tenham sido diretamente estimulados por games, no Brasil.
Não vimos nada que levasse "Champinhas" a fazer o que fez. E não vemos desafios de arrastar crianças ou atirá-las pela janela (perdoem-me essas referências...), em games.
A violência extremada e acintosa é uma coisa "rara", diante das pequenas violências do dia-a-dia que solapam da democracia, a cidadania, a solidariedade e a justiça. São essas pequenas violências a mentira deslavada daqueles que se comprometeram com a verdade e o bem comum. É violenta, sim, a corrupção. É violento o descaso do poder público com a saúde, a educação e a segurança.
É certo que alguns guardiães devem zelar pelo bem da coletividade, mas há que se esforçar por descobrir qual, realmente, é esse bem.

Em Counter Strike proibido no Brasil
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Em 05/04/2008 00h10
Thiago, também fui militante estudantil, inclusive fundando DCEs. Participei de movimentos estudantis e, quando da campanha para as primeiras eleições presidenciais, estive na Praça da Sé, fiz passeatas pelas ruas de São Paulo...
Aproveito seu desabafo para uma reflexão... É necessário, sempre, um pensamento crítico, até mesmo a respeito de nossas convicções. Porque elas podem ser aproveitadas por alguns que querem nos manipular.
Muitas vezes, a manipulação vem em forma de subvenção. E, aí, determinados movimentos se calam, porque seus "líderes" estão se locupletando com recursos dos organismos aos quais deveriam cobrar.
Não se pode esquecer, igualmente, que a época atual, muito mais marcada pela competitividade, pelo acirramento da política capitalista, impõe uma nova forma de enxergar e vivenciar as coisas. Parece que a coisa, hoje, é mais intimista. EU e meus problemas, uma falta de compreensão do que seja a "coisa pública". E, como conseqüência, um relativismo crasso.
Mas isso pode ser discutido a respeito de outros segmentos, também. Que dizer de sindicatos, atualmente? Luta-se pelo quê? Por quais direitos...?
Parece que hoje houve uma ruptura entre o público e o privado, por parte dos agentes públicos. E um distanciamento enorme entre o público e o privado, para as pessoas privadas, o que lhes impede uma cobrança efetiva daquilo que lhes é de direito. Isso, em todos os níveis.
É lamentável.

Em CPI das ONGs
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Em 31/03/2008 18h13
Interessante, sim, é perceber como os nossos políticos e aqueles que os defendem sem SENSO CRÍTICO se deixam aproveitar (uns) e levar (outros).
Que significa "ato falho"? Falar algo que terá efeito sobre os ouvintes e espectadores? Essa é uma jogada bem fundada em PNL.
O Brasil é o país do futebol... e assim como o futebol "cega" (com o perdão da referência àqueles privados de visão física), a política a-crítica e ingênua o faz, igualmente. Temos visto milhares e milhares de heróis anônimos tombarem por seus ideais, enquanto os gestores dessas idéias continuavam em seus escritórios, simplesmente elaborando discursos.
Houve um ideal que foi confrontado há 44 anos. Houve grupos cujos integrantes se bateram contra as maquinações de 31 de março de 1964. É em nome dessa memória que não se pode, agora, fiar em qualquer discurso, em qualquer engôdo.
Já dizia Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra!" Pelo sim, pelo não, tenhamos reservas; mas, de um grupo do qual participei, em que o dirigente foi conduzido ao cargo maior por unanimidade, a experiência não contradisse o lema. Ao assumir o cargo o dirigente disse que, ao contrário do que afirmara Nelso Rodrigues, nem toda unanimidade era burra, pois havia casos (creio que se referia a si próprio) em qua a unanimidade era o triunfo da democracia e da visão lúcida. Não se passaram seis meses para que os primeiros debuxos de autoritarismo se fizessem manifestar.
Há muitas formas de dominação. Mesmo travestidas de democracia.

Em Dossiê anti-FHC
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Em 28/03/2008 15h26
E ainda não chegou a HORA DA VERDADE, que é a hora pós-eleição, quando todos tiram a máscara.
Ficar atirando em FHC, em Lula, em A, B, C ou Z... Essa é a artimanha. O que deve ser discutido são os princípios, os fundamentos das ações. Se se afirma estar em uma democracia, se se afirma estar em uma república, se se afirma estar em um "Estado de Direito" (estado democrático de direito), as coisas devem, sim, seguir uma normatização. A ministra Dilma aponta bem, que algumas coisas estão além até mesmo da vontade do presidente, que não pode abrir precedentes em assuntos de interesse nacional. Por outro lado, também não se pode olvidar que existem normas sobre invasão de privacidade ou divulgação (vazamento) de dados pessoais ou privados de outrem, sem um ato jurídico que o legitime. Alguém elaborar uma simples relação de documentos e dados para se antecipar a uma provável solicitação judicial é, no mínimo, alarmante - sobretudo em um país onde a morosidade em implantar e seguir leis é a tônica.
O problema é que sempre surgem histórias de dossiês e tudo acaba em NADA. Pois todos vivem do "toma lá, dá cá". O único problema, triste, mesmo, é perceber o quanto as palavras dos políticos valem nada. Ou melhor, são contraditórias. Quando dizem que não há nada, é o momento de começar a ter certeza de que algo existe. E cheira mal.
Assumem cargos afirmando que nele permanecerão. E na próxima eleição, abandonam o navio. Afirmam isso e fazem aquilo. Até santificam quem antes demonizavam.

Em Dossiê anti-FHC
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Em 19/02/2008 01h39
Afirmam que sobre religião, política e futebol não há como discutir, porque cada um tem uma opinião. Na verdade, não é mera opinião, mas posicionamento apaixonado, sem a necessária isenção.
Onde existem organizações existem seres humanos. Onde existem seres humanos, os erros são um fato, uma decorrência natural.
Alguns afirmam que os erros são dos indivíduos e, não, das instituições. Porém, em seguida, argumetnam que tais e tais indivíduos cometem erros e ninguém denuncia a instituição à qual o referido indivíduo pertence. Simplesmente uma contradição.
Parece que não aprendemos, ainda, no que resulta a religião quando extrapolada pelo "fanatismo". Que um grupo se coloque a denominar certas práticas religiosas de "seitas" e outras de religião incomoda? Penso que sim. Se bem que poucos possam oferecer a distinção entre seita, religião, igreja e, mesmo, fé. O cristianismo, em sua origem, foi denominado de "seita" - hoje é uma religião, sequer uma igreja!! De acordo com os estudiosos.
E o candomblé, a macumba...? Segundo aqueles que se querem religião e, não, seita, tais práticas não são nem religião, nem seita... São "cultos"!! Cultos afro-brasileiros, quando não práticas demoníacas...
Mais uma vez, dois pesos, duas medidas e, sempre, em favor daqueles que querem arrastar a briga para um campo que não resolve os problemas, mas instaura outros. "Salva-se a si próprio condenando o outro"!
E reclamamos da coerência daquele que acredita que as bombas podem levar ao paraíso...

Em Edir Macedo
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Em 13/02/2008 22h50
Para fixar conceitos, poderíamos começar, ou retomar o raciocínio, com diz o Capitão Nascimento, em relação ao conceito de estratégia, que, em grego, em latim, em alemão, em francês, em inglês, em espanhol... Significam a arte de escolher os meios mais adequados para se alcançar um objetivo determinado. Estratégia, no Brasil, significa "ficar em cima do muro", fingir que não viu, esquecer o que escreveu ou o que leu, ser cara-de-pau, assumir um cargo com imunidade para fugir da lei, fazer as pessoas se digladiarem sobre assuntos periféricos enquanto os mesmos apenas trocam de lugar ao redor da mesma mesa (do butim!)...
Nossos comentários, nesse espaço, sobretudo os referentes aos últimos escândalos políticos (comentários que passam de muito a caso dos três milhares), são contumazes, trazem esclarecimentos, números que alertam (ou deveriam alertar) o leitor... Todavia, parece-me estar sendo estratégico que, em alguns casos, nós nos voltemos contra nossos pares, motivados por colorações políticas, e não busquemos debelar o inimigo comum: o político corrupto, desonesto (como bem indica Bertold Brecht, em seu poema "O Analfabdeto Político").
Falamos de Partido "A", Partido "B", eles se atracam e se atacam, mas continuam se solidarizando. Sobretudo quando tem de enfrentar a realidade "real", da doença, da morte, do internamento. Aí todos se mostram amigos, entoam loas aos "adversários, mas não inimigos"...
Tem-se a impressão de que tudo, mas tudo, mesmo, faz parte de um jogo!

Em Cartões corporativos
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Em 06/02/2008 11h09
Para aumentar nossa indignação, a partir da "farra do boi" que representam os cartões corporativos, gentilmente cedidos pelo governo.
Veja-se o caso Projeto de Lei n.º 5476/2001, que modifica a Lei 9.472/97. Esse PL (Projeto de Lei) visa à extinção da tarifa dos serviços de telefonia, dispondo que os consumidores paguem, apenas, pelas ligações que efetuar, e pelo tempo que as efetuar. Se virem a história desse PL (que pode ser acompanhada pelo endereço http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=34235) notarão que após uma longa jornada, com emenda daqui e de lá, após 60 passagens por Mesas e Comissões, o projeto foi ARQUIVADO em 31/01/2007. É certo que já em 07/02/2007 foi requerido o desarquivamento do PL. Mas, quem está divulgando essa luta? Quem está mobilizando a população para que essa taxa deixe de ser cobrada?
É que dessas e outras "contribuições" (tributos) é que saem o estofo para forrar o leito esplêndido sobre o qual jazem governantes e apaniguados. "Eu permito a cobrança da taxa, aqui; permito a implantação desse serviço, ali; aquela fusão, acolá... E vocês me dão algum por baixo, ou por cima!!"
E depois vêm alguns arrogar o espírito republicano. Há que se discutir o que entendem por "res publica". Deixar o público ao rés do chão, ou entender que o governo é "coisa do povo", do cidadão?
Como diria "São Nascimento": quando ouço falar em espírito republicano, a vontade é sair...
Menos discursos e mais seriedade. é o mínimo a se exigir.

Em Josias: Para Lula, Renan perdeu a capacidade de comando
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Em 06/02/2008 10h49
O que mais comove, em todos os casos de escândalo, é a tentativa de correção do fato pelo seu suposto encobertamento. O crime, dizem alguns, não está no ato em si, mas na divulgação do mesmo. Aliás, é esse tipo de raciocínio que inspira grandes crimes e saques contra a população. Que se suspeite é uma coisa, mas que se tenham provas, é outro. Os escândalos de "mensalão", "valeriodutos", "propinodutos", "azeredoduto", e outros, caem ante as palavras que os negam: "Não vi!" "Não sei!" "Não conhece!" Nem a acareação se torna uma técnica séria de investigação, em casos em que o cinismo é tônica. Agora, quando os fatos são cristalizados em dados eletrônicos, derivados diretamente do registro inerente à utilização de um produto ou serviço (no caso, cartões de crédito corporativos), aí não dá para fingir - é quando, então, aqueles apanhados com a mão na massa, com a boca na botija, voltam-se para os agentes de divulgação. Não dá para fingir que não sabia e que não fez.
Alegar que confundiu cartões durante o uso? Afirmar que usou cartão em butiques ou joalherias porque saiu de casa sem dinheiro, ou cheque, ou cartão de crédito pessoal? Mas quem de nós faz isso (nós, pobres mortais)? Só o fato de agir assim revela a premeditação.
Além do mais, cartão de crédito... Crédito de quê? Crédito de quem? O governo brasileiro é um banco, para liberar cartões de crédito? Talvez seja uma compensação pelos inúmeros "vales" e "bolsas" concedidos a nós, a "plebe". Pão e circo, companheiros!!

Em Josias: Para Lula, Renan perdeu a capacidade de comando
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Em 28/11/2007 09h18
CONTINUAÇÃO
... aí estão os estádios ruindo, mesmo após vários relatórios denunciando a situação precária e de risco; aí estão leite com água oxigenada e soda cáustica e queijos com validade vencida reaproveitados; aí estão crianças sem escola, sem merenda, sem perspectivas; aí estão... aí estão!!
E, onde, as manifestações? E, onde, a indignação? E, onde, as resoluções dos problemas?
Claro que não se pode aceitar discriminação de qualquer hipóteses, sobre o que quer que seja. Talvez seja a forma como se informa a verdade que agrida. É possível. Assim, como nos sentimos agradidos quand falam que o Brasil tem alto índice de corrupção. Ou quando a Anistia afirma que o Brasil viola, sistematicamente, os direitos humanos. Bem, talvez, aqui, o "sistematicamente" seja um excesso...
Mas a indignação deve levar a uma revisão dos valores ou, ao menos, a uma consideração dos fatores que causaram a indignação.
Talvez a compreensão do que o Jô transmitiu em seu programa tenha laivos de preconceito e discriminação, para alguns. Isso deve ser enfrentado. Mas deve servir de estímulo para que outras coisas, de nossa cultura, também sejam revistas, que passem a causar, no mínimo, constrangimento - como o fato de as mulheres receberem menos do que os homens e os negros menos do que os brancos; ou o fato de cinco Estados encarcerarem mulheres junto com homens; ou... (Favor completar a lista).

Em Ministério Público Federal investiga programa de Jô Soares
sem opinião
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Em 28/11/2007 09h08
Torno a comentar o assunto por uma questão de indignação - pessoal e nacional.
Enquanto assistimos à "cruzada" contra a discriminação praticada por um apresentador (pode ser o Jô, ou João Gordo, ou Otávio Mesquita, ou Amaury Júnior) - que é, sim, um formador de opinião e, portanto, deve ser responsabilizado pelo que diz e/ou insinua -outros fatos devem nos comover, também.
Quantas vezes, jornais internacionais, ou, mesmo relatórios de organismos internacionais afirmam que o Brasil é racista, que desrespeita os direitos humanos, que pratica tortura, que tem trabalho escravo, que explora a prostituição infantil, que explora o trabalho infantil, que violenta sistematicamente as mulheres, que possui das maiores desigualdades socioeconômicas do mundo... Ficamos indignados com isso?
As autoridades, quase sempre, sim!
Só que isso não muda um "R" da Realidade!! A indignação, muitas vezes, é por terem tirado "de sobre a nudez crua da realidade, o manto diáfano da fantasia" (diríamos, parodiando Eça de Queiroz).
Aí está a adolescente L., de 15 anos, violentada a troco de comida; aí estão os mendigos incendiados; aí estão as crianças no sisal; aí estão os jovens (e adultos) morrendo de trabalhar nas plantações de cana; aí estão os habitantes e sobreviventes dos lixões; aí estão os encarcerados inocentemente; aí estão os aviões caindo ao longo do caos aéreo; aí estão as jogatinas políticas de mensalões, mensalinhos, acórdãos, CPIs inócuas; (continua)

Em Ministério Público Federal investiga programa de Jô Soares
61 opiniões
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Em 26/11/2007 22h31
Existe o certo? Existe o errado? Quando já não somos capazes de ter uma noção clara sobre o humanamente prejudicial e indigno e aquilo que o engrandece, enquanto ser, enquanto espécie, aí está o indício de que se beira a crise ética.
É certo que afrontarmos culturas diversas, quando a tônica é a promoção da igualdade pelo respeito à diversidade, a inclusão do Outro em um movimento de respeito multicultural... Isso é, no mínimo, um contra-senso. Mas também o é, simplesmente darmos de ombros e dizermos que cada grupo tem sua moral, sua ética e que, portanto, o que uma sociedade julga certo, é certo, e os demais têm de acatar.
Se for assim, não há o que recriminar em uma sociedade (e sua cultura, e seus valores) que exalta o martírio - seu e dos outros, no caso de grupos terroristas. É só dar de ombros e deixar que se explodam entre si - literalmente. Desde que não invadam nosso chão.
Esse pensamento relativista, permissivo, excessivamente tolerante, não é capaz de perceber que é submisso.
Seu oposto é o pensamento dogmático, que não aceita discussões de pontos-de-vistas diversos. Engraçado é que se pode ser dogmático, inclusive, defendendo o relativismo.
Independente de qual seja o povo cuja cultura se discute, a discussão primeira deve ser a respeito de quais são os valores que tornam o ser humano mais humano, e que devem embasar uma cultura da paz. Será ético/moral que muheres sejam apedrejadas por terem sido violentadas? Ou mutilar meninas, apenas por serem meninas?

Em Ministério Público Federal investiga programa de Jô Soares
13 opiniões
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Em 29/10/2007 19h40
Às vezes, a gente não acredita muito no que ouve, mas os fatos, por si, insistem até conseguirem manter em pé o ditado: "Onde há fumaça, há fogo!"
Há algum tempo, durante uma viagem, passando perto de uma grande laticínio, a pessoa que estava ao meu lado afirmou ter trabalhado no transporte de leite daquela empresa. Entre um e outro ponto, ele destacou que era comum os caminhões serem parados para que a carga recebesse um tratamento que garantisse a "qualidade". O tratamento consistia na tal soda cáustica e outros que tais.
No momento não acreditei, mas ele explicou como as coisas funcionavam. Inclusive, com a afirmação de que, tirando a embalagem, leite tipo "A", "B" e "C" são a mesma "porcaria".
Falou, inclusive, sobre o preparo do queijo mussarela e sua "recuperação".
Quando aquele senhor se foi, julguei melhor pensar em outra coisa. Pois bem... E agora bem ao ar as denúncias. Senti um eco das palavras do companheiro de viagem - eu, viciado em leite. Será que "soda cáustica" cria dependência? Se não, deve provocar embotamento do cérebro ou do caráter dos produtores e distribuidores.
Aliás, o que está por trás de tudo é a corrupção: nas ONGs, nas entidades fiscalizadoras ou reguladoras (IBAMA, FUNASA, SIF, INMETRO...). É tudo adulterado: combustível, alimento, leite...
Ah! Agora que foi feita a denúncia vão atrás... Mas não deviam fiscalizar sempre. Não têm agentes? Corte mordomias dos políticos que sobra dinheiro. Apliquem adequadamente impostos e CPMF, ao menos...

Em Leite adulterado
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Termos e condições

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