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Comentários de roberto conde guerra SAO VICENTE / SP
Em 21/10/2007 00h14
A vítima não lavrou o BO, logo após, o fato; demonstrando o natural descrédito da população pelos órgãos policiais. Não se fez, logo após, a descrição dos autores, das vestimentas, da motocicleta, etc. Depois do desabafo da vítima e do desabafo de um policial, precipitadamente, para dar resposta ao cidadão e para a empresa jornalística, se instaura procedimentos para indiciamento criminal e demissão do funcionário (pessoa honesta, sem o patrimônio nababesco de muitas autoridades e investigadores deste Estado, especialmente dos grandes departamentos da Capital). Sabe quando a Polícia instaura um procedimento para investigar o roubo de um automóvel? Apenas quando há vítimas mortas. A grande maioria das subtrações de veículos merece apenas boletins de ocorrência e um bloqueio no cadastro. Nada mais. Sabe quando a Polícia instaura um inquérito para apurar um roubo praticado contra gente comum? Nunca. Gente é gente. Banco e banco. E um Banco vale mais do que gente. Com efeito, denúncia anônima leva o DEIC aos roubadores. O relogio? As armas? A motocicleta? O dinheiro da venda do objeto? A vítima não tem possibilidades de reconhecer os criminosos. Qual o indício? A foto de uma moto encontrada com o suspeito; um condenado cujo restante da pena acabará absorvendo eventual condenação neste caso. Uma foto cabe no bolso de qualquer um. Que vergonha. E o policial Roger, pela manifestação de opinião, é quem causou descrédito do órgão. Roberto Conde Guerra - Delegado de Polícia

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