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Comentários de Sidartha Silva UBERLANDIA / MG
Em 22/10/2007 17h33
Essa discussão sobre o relógio da celebridade e sobre o artigo da celebridade é de uma mediocridade sem fim. Se fôssemos todos suecos ou noruegueses, essa questão não existiria. Afinal, lá o maior salário não é mais do que 3 ou 4 vezes maior do que o menor salário. Aqui, a diferença chega a 30 vezes. Então quer dizer: nos contentamos em viver em uma sociedade com uma desigualdade social grotesca, mas não queremos pagar o preço por viver nela (que é, exatamente, o fato de os poucos que ganham bem viverem apavorados com medo da violência)?
Por que a celebridade em questão, ou os néscios que se solidarizam com ela, não reivindicam a intervenção do Estado na correção dessa desigualdade explosiva? Por que preferem a saída mais fácil - além de fascistóide -, que é ver hostes de "comandantes nascimentos" dizimarem favelados e outros pobres?
A polícia neste país já pratica o extermínio de bandidos há anos sem fim. Quantos cadáveres mais serão necessários até todos verem que a repressão pura e simples não resolve nada?
Acham natural alguém andar com um relógio de 5 mil reais no pulso, na mesma cidade em que milhões ganham menos de 500 reais por mês? Então que arquem com as consequências, ora bolas.

Em Assalto - Luciano Huck
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