Comentários


Comentários de Vanessa Aguilera
Em 28/09/2008 17h07
(Início)
Primeiramente, não vivo no "país da Alice", não estou aqui para criticar colegas de profissão, nem dar razão aos protagonistas da violência escolar, muito menos fazer das minhas palavras uma verdade absoluta. Respeito os comentários abaixo, no entanto, senti a imensa necessidade de expor a minha visão contrária a tudo isso e apresentar o que acredito e vivencio. Não defendo de forma alguma qualquer tipo de punição. Não faço parte dessa estatística absurda. Sabe-se que existem outros meios tanto de prevenir quanto remediar esse tipo de situação e, enquanto educadora da maior rede pública estadual do país (São Paulo), fico imensamente chocada quando leio palavras de colegas educadores tão agressivas quanto os atos de seus próprios alunos. Isso tudo é reflexo do que vivemos, uma violência generalizada que talvez possa não resultar em ações físicas, mas em palavras como as que acabei de ler. Expulsar, suspender, punir, TODOS sabemos e não queremos enxergar que se trata de uma medida paliativa e não efetiva. O tal "projeto de marginal", como um colega mesmo citou, pode deixá-lo em paz na sua escola e não incomodar mais a sua aula, no entanto, um dia ele cobrará de você tal atitude, no meio da rua. Ou seja, o problema não estará resolvido, só estará em outra esfera e talvez muito mais grave.

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Em 28/09/2008 17h06
(continuação)
Na minha escola, localizada na periferia de SP e que atende mais de 1.200 alunos entre Ciclo I, Ciclo II e Ensino Médio, iniciamos esse ano o Projeto de Justiça Restaurativa, e apesar de ainda estar começando e ainda nos depararmos com situações de violência semanalmente, está acontecendo uma mudança importante. Lenta, mas fundamental. Uma transformação da visão não somente dos educadores, como dos gestores, dos alunos e comunidade diante do que é justiça, o que é punição, o que é o diálogo e a restauração de conflitos e relações. Já participei de um círculo restaurativo em que um aluno agrediu fisicamente uma professora. Por trás de todo o comportamento agressivo, descobriu-se uma série de agravantes que talvez não justificariam tal ato, mas nos fizeram compreender que o aluno não era o único culpado pela violência. Por meio de um trabalho sério e apoio de vários especialistas, a relação entre professor e aluno foi reestabelecida, houve sim uma reflexão sobre o ato e o aluno, acredite, saiu chorando do círculo, pois percebeu o que tinha feito. E não era criancinha pequena como muitos devem pensar. Hoje, após um tempo, sabe-se que sua atitude é outra. Eu vi, participei e estou sendo capacitada para atuar enquanto liderança do projeto em minha escola. Posso falar com propriedade do que presenciei.

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Em 28/09/2008 17h05
(Continuação)
Com isso, só quero tentar trazer um novo olhar para a situação que é GRAVE sim. Todavia, não há um só culpado. Somos todos responsáveis SIM pelo que temos hoje. Quantos educadores, são pais e muitas vezes se perguntam o que fazer com seus próprios filhos. Eu presencio isso, mesmo tendo 25 anos e não ser mãe e ainda ser filha. Não podemos esquecer que o modelo de sociedade atual é diferente de anos atrás, bem como o acesso à informação, seja ela "construtiva" ou "destrutiva", pois sabemos da grande diferença, além de que o modelo de família atual também não é mais o mesmo. E quando falo de familia digo da ausência de tempo de qualidade diante dos filhos, que resulta em crianças e adolescentes como os que temos hoje frequentando a escola. Hoje, a escola não sabe mais qual a sua função social, pois acabou assumindo todos os papéis possíveis e frente a essa nova atribuição, está se perdendo, pois não foi preparada e pensada para isso. Tal mudança, reflete nos professores, nas inúmeras situações cotidianas de violência dento de uma unidade escolar. O que não podemos esquecer é que, além do nosso repetitivo discurso de rever carreira e salário, afinal TODO mundo concorda com isso e só não mudam porque não querem mesmo, é fazer a própria sociedade enxergar o papel dela diante de uma escola pública.

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Em 28/09/2008 13h10
Se ela é pública, precisa da participação e envolvimento de TODOS, sem isso, não adianta, passaremos mais 25 anos reclamando das mesmas coisas. Precisa-se mudar a postura dos gestores escolares que acreditam que a escola ainda é uma ilha e independente do que está ao redor. Cabe a sociedade ter consciência também que a escola não é um espaço de depósito de crianças e que ela, sozinha, não dará conta de seu filho. E por fim, as políticas públicas em torno da educação deveriam ser reestruturadas de acordo com esse novo modelo de escola que temos, criando meios de garantir a função dos conselhos escolares, formação continuada do professor, e principalmente aliar EDUCAÇÃO e SAÚDE, trazendo para dentro da escola especialistas que possam somar ao trabalho do professor. Uma equipe multidisciplinar é possível SIM e tenho absoluta certeza de que poderíamos dar atenção aos diversos casos que surgem dia-a-dia e que resultam na indisciplina e violência. Enquanto tivermos políticas única e exclusivamente assistencialistas, não teremos mudanças. Nós, PROFESSORES, temos muita força SIM , mas só sabemos usar dessa força e união para o que nos interessa. Só conseguimos nos unir em praça pública para cobrar aumento de salário. Somos culpados enquanto educadores coniventes com tais posturas, somos culpados por reproduzir discursos prontos e vazios, somos culpados por nos escondermos atrás de sindicatos fajutos, somos culpados enquanto CIDADÃOS que só conseguem enxergar quando o seu próprio calo

Em Punição
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Em 04/09/2008 10h07
Aos que estão tentando falar no telefone 2846-6200, informo que depois de ontem tentar o dia inteiro e de esperar esta manhã por mais uma hora, fui atendida para saber sobre os 4 ingressos que comprei, já paguei e não recebi confirmação alguma. A atendente me disse que era quase nula a chance de eu receber meus ingressos, já que não houve a tal da confirmação. Não preciso dizer que fiquei louca e já tomei as providências necessárias. No entanto, solicitei o estorno do valor já faturado. Pegaram todos os meus dados e alegaram que entrarão em contato por email e/ou fone comigo para confirmar o "cancelamento". Ou seja, dá para acreditar num procedimento desses? De qualquer forma, estou com todos os comprovantes, telas salvas e tudo o mais que possa me garantir o direito de, ao menos, ter meu dinheiro de volta. Quanto aos ingressos, ontem de noite consegui fazer a compra novamente e desta vez, RECEBI a tal da confirmação e senha para a retirada. No entanto, devemos REGISTRAR nossas reclamações e denúncias ao PROCON (151) em relação não somente a essa bagunça generalizada e desrespeito ao consumidor, mas também não esqueçamos dos abusivos 20% cobrados sobre cada ingresso comprado.

Em Madonna no Brasil
8 opiniões
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Em 03/09/2008 21h30
COMPRAS NÃO CONFIRMADAS + DÉBITO NO CARTÃO = INGRESSO CANCELADO
Maiores informações:
http://www.madonnaonline.com.br/noticias/
Como assim ????????
Acessem e vejam as respostas da empresa a respeito.


Queremos nossos ingressos !!!!

Em Madonna no Brasil
3 opiniões
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Em 03/09/2008 08h15
Inacreditável o que está acontecendo em relação a compra de ingressos para o show da Madonna em SP. Não consigo entender que tal situação acontece numa cidade como a nossa e sob a "responsabilidade" de uma empresa que se diz a maior empresa no ramo da América Latina. Entrei no site para comprar meus ingressos à 0h. Além de atrasar o início, pois durante ainda uns 10 minutos, aparecia como opção somente o RJ. Após inúmeras tentativas frustradas, só consegui chegar a página de compra às 4h10. Achei que tinha resolvido o meu problema, depois de tanto cansaço e estresse inútil. Enquanto isso, amigos meus estavam e ainda estão na fila do Ibirapuera aguardando para não ter erro. "Realizei" a compra, forneci meus dados do cartão, imprimi uma mensagem que pediram pra imprimir, já aparece nas informações do banco como ok e ainda não recebi confirmação nenhumaaaaa. Corri atrás de informações, mas os telefones da T4F não estão mais disponíveis, não conseguimos mais entrar no site e a cada vez que procuro informação a respeito, me desespero, pois no RJ aconteceu a mesma coisa: as pessoas pagaram e não receberam confirmação, logo, não tem ingresso algum, terão que entrar com algum tipo de ação. Ai eu me pergunto? De quem é a culpa? Chego a conclusão de que a culpa é NOSSA mesmo, pois ainda assim acreditamos nesse tipo de serviço no Brasil e perdemos a nossa noite de sono em busca de algo que vale um dinheiro que não temos. Realmente, sinto-me lesada e uma imbecil diante disso tudo.

Em Madonna no Brasil
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