Comida
06/11/2007 - 11h14

Pitanga é rica em vitaminas

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RACHEL BOTELHO
Colaboração para a Folha

Com um sabor inconfundível que oscila entre o doce e o azedo, a pitanga é nativa de uma vasta região que começa nas Guianas e vai até o sul do Brasil. Mas, ainda que a pitangueira seja encontrada em praticamente todo o território nacional, seus frutos ainda são subaproveitados devido à falta de conhecimento sobre eles.

Maria do Carmo/Folha Imagem
Filé de truta ao molho de pitanga com gengibre do bar Santo Antonio, de São Paulo
Filé de truta ao molho de pitanga com gengibre do bar Santo Antonio, de São Paulo

"Há pouca pesquisa sobre pós-colheita, ponto de maturação e conservação, até porque o cultivo ainda não está muito desenvolvido. A produção é mais de fundo de quintal, com exceção de partes do Nordeste, como Pernambuco", afirma a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado. Segundo ela, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) vem trabalhando em análises químicas e seleção de plantas a fim de possibilitar o incremento da produção.

Da mesma família da goiaba, a frutinha tem o nome derivado do tupi "pi'tãg", que significa vermelho-rubro. Embora o fruto seja mais conhecido nessa variação, também pode ser roxo ou quase preto. Além de consumido ao natural, é utilizado no preparo de polpas e sucos e na fabricação de sorvetes, refrescos, geléias e licores.

De acordo com o Núcleo de Estudo em Fruticultura no Cerrado, da Universidade Federal de Uberlândia, as épocas de florescimento e frutificação variam de acordo com a região de cultivo. No Sul e no Sudeste do Brasil, as fases podem ocorrer duas ou mais vezes durante o ano. A floração ocorre normalmente de agosto a dezembro, e a frutificação, de agosto a fevereiro, podendo ainda ocorrer entre abril e julho.

Rica em vitaminas, principalmente A, a pitanga também pode ser uma aliada no combate ao câncer. Ainda em fase inicial, um projeto conjunto da Universidade da Carolina do Sul (EUA), da Embrapa Clima Temperado e da Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul vai avaliar se as antocianinas, os carotenóides e os fenóis presentes na fruta podem reduzir o processo de disseminação de células cancerígenas no organismo humano.

"Se houver a disponibilidade da fruta e os resultados das pesquisas mostrarem os benefícios para a saúde, acredito que o consumo será incentivado", afirma a pesquisadora Márcia Vizzotto.

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