Comida
21/11/2007 - 09h35

Framboesa é suculenta e perecível

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RACHEL BOTELHO
Colaboração para a Folha

Pequena, suculenta e delicada, a framboesa tem pouca tradição na mesa e no solo brasileiros. "A maior produção é para congelamento e venda a confeitarias. A produção para mercado fresco é menor por se tratar de uma fruta extremamente perecível", diz Luis Eduardo Antunes, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Clima Temperado).

De acordo com a enciclopédia "The Penguin Companion to Food", framboesas silvestres crescem em todas as partes frias do Hemisfério Norte, inclusive ao norte do Círculo Polar Ártico, e em algumas do Sul.

Assim como a amora, pode ser amarela, laranja, rosa, vermelha, roxa ou preta, mas, diferentemente daquela, possui frutos ocos. As duas variedades mais cultivadas no país são vermelhas: a Heritage apresenta frutos cônicos e a Autumn Bliss, ovalados.

Formada por um aglomerado de gomos minúsculos, que correspondem ao fruto verdadeiro, a framboesa já era cultivada pelos gregos antigos. Conta a história que o escritor romano Plínio, o Velho, que viveu no século 1º, atribuiu o nome científico Rubus idaeus ao fato de a fruta crescer nas encostas do monte Ida, na Grécia.

Maria do Carmo/Folha Imagem
Mil-folhas de framboesa, receita do restaurante paulistano Al Mirto
Mil-folhas de framboesa, receita do restaurante paulistano Al Mirto

Na culinária, seu molho é um importante ingrediente na receita de pêssego Melba, mas a fruta também é muito requisitada como matéria-prima de geléias, doces, compotas, iogurtes, gelatinas, licores e vinagres aromatizados.

Segundo Rafael Pio, engenheiro agrônomo e professor da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), a planta se desenvolve bem em solos úmidos e ricos em matéria orgânica e em locais de clima ameno, com frio rigoroso no inverno. Adapta-se bem a regiões montanhosas, como Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí, ambas em São Paulo. Fora do Estado, que responde pela maior parte da produção, é cultivada em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.

Ricos em vitamina C, os frutos começam a aparecer a partir deste mês. As colheitas se estendem até fevereiro.

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