Brasil estuda parceria com países para registrar uva sem semente
da Folha Online
| Divulgação |
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| Uvas próximas da colheita na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul |
Após ter assinado em outubro do ano passado contrato possibilitando a uma empresa sul-africana registrar e proteger três variedades de uvas sem semente, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estuda parceria com Chile e Espanha, segundo a pesquisadora Patricia Ritschel, da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS).
As pesquisas que resultaram nas cultivares BRS Linda, BRS Clara e BRS Morena foram iniciadas em 1997 pelo pesquisador do órgão Umberto Almeida Camargo. A intenção era tornar alguns produtores de uva de mesa gaúchos mais competitivos no mercado externo.
Entre 1994 e 1997, Camargo tentou introduzir no país variedades de uvas sem semente provenientes de outras localidades, mas elas não se adaptaram ao clima brasileiro e apresentaram instabilidade na produção.
Para Ritschel, doutora em genética e melhoramento de plantas, as técnicas da biologia molecular e da biotecnologia ajudaram no andamento do projeto, que foi concluído com o lançamento das variedades em 2003. "Sem elas [as técnicas], seria necessário um período de 15 a 20 anos para a pesquisa", diz a pesquisadora.
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