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07/03/2008 - 09h06

Brasil estuda parceria com países para registrar uva sem semente

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da Folha Online

Divulgação
Uvas próximas da colheita em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul; produto é estudado
Uvas próximas da colheita na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul

Após ter assinado em outubro do ano passado contrato possibilitando a uma empresa sul-africana registrar e proteger três variedades de uvas sem semente, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estuda parceria com Chile e Espanha, segundo a pesquisadora Patricia Ritschel, da Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves (RS).

As pesquisas que resultaram nas cultivares BRS Linda, BRS Clara e BRS Morena foram iniciadas em 1997 pelo pesquisador do órgão Umberto Almeida Camargo. A intenção era tornar alguns produtores de uva de mesa gaúchos mais competitivos no mercado externo.

Entre 1994 e 1997, Camargo tentou introduzir no país variedades de uvas sem semente provenientes de outras localidades, mas elas não se adaptaram ao clima brasileiro e apresentaram instabilidade na produção.

Para Ritschel, doutora em genética e melhoramento de plantas, as técnicas da biologia molecular e da biotecnologia ajudaram no andamento do projeto, que foi concluído com o lançamento das variedades em 2003. "Sem elas [as técnicas], seria necessário um período de 15 a 20 anos para a pesquisa", diz a pesquisadora.

 

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