Comida
25/05/2008 - 08h00

Bolinho de arroz: difícil comer um só

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GIULIANA BASTOS
da Revista da Folha

Maria do Carmo/Folha Imagem
Bolinho de arroz do restaurante Ritz (foto) é feito com grãos inteiros
Bolinho de arroz do restaurante Ritz (foto) é feito com grãos inteiros

Arrisque entrar no Ritz durante o almoço ou o jantar e, discretamente, tente encontrar uma ou duas mesas que não estejam devorando o célebre bolinho de arroz da casa. É difícil.

Servido em porções de seis e dez unidades ou acompanhando os famosos hambúrgueres do restaurante, o bolinho é o preferido de muitos de seus freqüentadores, que incluem descolados e celebridades como Regina Casé, Paulo Borges e Mariana Weickert.

Alguns vão ao charmoso local --seja no Itaim, seja nos Jardins-- apenas para comer aquela massa crocante, de textura provocante (com os grãos inteiros), entremeada de ervas e parmesão e servida com um molhinho agridoce cuja receita não é revelada nem sob juras de morte.

Quitute de mãe

Embora esteja no time do pudim de leite, da macarronada e da canja de galinha, aquelas receitas que resgatam sabores de infância, o bolinho do Ritz vence o arraigado sabor dos bolinhos de avós e mães até de outros Estados. "Nunca comi um bolinho igual. Já venho do Rio pensando em passar aqui para comê-lo. É o melhor!", diz a fotógrafa carioca Kika Cunha, 37, que jantava no restaurante no último fim de semana.

Contido, o gerente de marketing industrial Robert Glerean, 37, diz que é "quase" melhor que o de sua mãe. "É, tem o do Ritz e o da minha mãe, mas esse é sequinho e nada gorduroso."

Com o alto movimento da badalada casa, que chega a ter espera de uma hora e meia no fim de semana, o bolinho alcança uma média de 50 mil unidades/mês --a média de bares como o Filial, um dos mais movimentados da Vila Madalena, por exemplo, não chega a 4.000 unidades/mês.

Além do tal molhinho, chamado de "relish", um dos segredos do sucesso é usar os grãos inteiros, explica, com reservas, a gerente do Ritz Itaim, Roseli Crochiquia, 50, espécie de guardiã da receita criada pela sócia da casa, Maria Helena Guimarães. O subgerente de produção, Gilberto Costa, 32, complementa: "É importante deixar a massa descansar pelo menos uma hora antes de servir e fritar um a um".

As dicas podem até ajudar, mas a tarefa de tentar copiar o petisco é ingrata. O difícil mesmo, no entanto, continua sendo ir até lá e comer apenas um.

Para conferir

Ritz
Al. Franca, 1.088, Jardim Paulista, São Paulo, SP, tel. 0/xx/11/3062-5830. Seg. a qua.: 12h às 15h e 20h à 1h. Qui. e sex.: 12h às 15h e 20h à 1h30. Sáb.: 13h à 1h30. Dom.: 13h à 1h. Cartões: American Express, Diners, Mastercard e Visa.
R. Jerônimo da Veiga, 141, Jardim Europa, São Paulo, SP, tel. 0/xx/11/3079-2725. Seg. a qua.: 12h às 15h e 20h às 24h. Qui. e sex.: 12h às 15h e 20h à 1h. Sáb.: 13h às 1h. Dom.: 13h às 24h. Cartões: American Express, Diners, Mastercard e Visa.

 

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