Comida
16/08/2008 - 11h13

Popular na Bahia, cajá-manga é desconhecido em várias regiões

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RACHEL BOTELHO
Colaboração para a Folha

Pouco conhecido pelos moradores das grandes cidades e até mesmo entre a comunidade científica que se dedica ao estudo e à pesquisa na área de fruticultura, o cajá-manga é uma fruta popular no sul da Bahia e em outras áreas do Norte e do Nordeste brasileiros, onde costuma crescer em quintais e em pomares caseiros.

Da mesma família do umbu, possui um sabor ácido que é muito apreciado ao natural e também na forma de refrescos, picolés e compotas. O tamanho e a aparência lembram o da manga coquinho, com sua casca amarelo-esverdeada com manchas cinzas, o que explica seu nome. As sementes são revestidas de espinhos macios que aderem à polpa.

Originária da América Central, sua árvore está muito bem adaptada a regiões de clima quente, como o Nordeste brasileiro, e pode alcançar até 15 metros de altura.

Uma das raras empresas que cultivam cajá-manga em escala comercial, a Brasnica Frutas Tropicais iniciou o plantio em 1999. "Produzimos 700 toneladas de fruta neste ano, produção que será crescente até 2012, quando todas as plantas serão adultas e teremos 5.000 toneladas anuais", afirma Dailton dos Santos Ferreira, coordenador da empresa.

Fruta rica em fibras e em cálcio, fósforo e ferro, um cajá-manga de tamanho médio (entre 100 g e 130 g) possui 46 calorias. Trata-se, segundo Ferreira, de uma fruta ainda pouco estudada. "Hoje são duas as variedades conhecidas: o cajá e o cajá-manga, sendo este maior e mais adocicado", diz. A safra é anual, entre os meses de fevereiro e junho.

A engenheira agrônoma Wilma Schepierski, de Mantena (MG), ensina a preparar uma compota caseira que faz sucesso entre os moradores da cidade. O primeiro passo é fazer uma calda clara, utilizando dois litros de água e um quilo de açúcar. Quando levantar fervura, a dica é adicionar duas colheres de suco de limão para clarear a mistura.

Depois que a calda engrossar, adicionar 12 unidades médias de cajá-manga lavados e descascados e deixar por mais 20 minutos no fogo, com a panela tampada. Uma vez pronto, pode-se saborear o doce com as mãos, para aproveitar todo o sumo da fruta.

 

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