Comida
19/09/2008 - 08h46

Conheça mais sobre o queijo roquefort e prepare uma receita

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RACHEL BOTELHO
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Maria do Carmo/Folha Imagem
Tartellete de tomate cereja com queijo roquefort apresenta apenas 44 calorias por unidade
Tartellete de tomate cereja com queijo roquefort apresenta apenas 44 calorias por unidade

Um dos queijos azuis mais conhecidos, ao lado do gorgonzola, o roquefort foi apelidado de 'o rei dos queijos' pelo iluminista Diderot. A alcunha faz justiça ao sabor pungente, picante, salgado e ligeiramente ácido desse queijo de leite de ovelha, o primeiro a receber o certificado de origem controlada e um dos mais caros do mundo (R$ 270 o quilo, em média), graças às condições peculiares em que é produzido.

Para receber o nome de roquefort, deve maturar exclusivamente nas cavernas naturais do monte Combalou, em Roquefort-sur-Soulzon, no sul da França. Trata-se de uma região selvagem e muito árida devido à porosidade da pedra calcária, que absorve a umidade de tal forma que apenas rebanhos de ovelhas conseguem sobreviver.

Segundo a enciclopédia "The Oxford Companion to Food", de Alan Davidson, assim como em outras colinas da área, Combalou sofreu um colapso interno no passado que levou à abertura de cavernas. Elas se comunicam com a superfície por meio de fissuras conhecidas por "fleurines" e circundam um lago subterrâneo.

Isso possibilita que a temperatura interna e a umidade se mantenham constantes ao longo do ano, entre 7ºC e 9ºC e 95%, respectivamente, condições perfeitas para a proliferação do fungo Penicillium roqueforti, responsável pelos veios azuis que se formam gradualmente no interior do queijo. Esse tipo de fungo é usado também na produção do queijo dinamarquês 'Danish blue', mas são as condições peculiares dessas cavernas que fazem do roquefort um produto único.

Até o século 19, somente o leite de ovelhas da região era empregado na produção, mas a oferta passou a ser insuficiente, e a matéria-prima de outros locais, como a Córsega e o País Basco, começou a ser utilizada.

Para a chef Gabriela Martinoli, consultora da Escola Wilma Kövesi, a melhor maneira de apreciar o sabor do roquefort é consumi-lo ao natural, puro ou com acompanhamentos. "As combinações clássicas são com pães integrais e de cereais, que têm sabor acastanhado; nozes e avelãs, pelo mesmo motivo; e frutas frescas doces como figo, uva, manga, pêra e maçã gala", diz.

Vegetais amargos, como endívia, escarola e aipo também funcionam muito bem, segundo ela. "Esses ingredientes equilibram o sabor forte, picante e salgado do roquefort.' Para a banqueteira Adriana Cymes, do Arroz de Festa, trata-se de um "queijo versátil e que marca presença", ótimo para ser servido como aperitivo.

Receita

"Tartelette" de tomate-cereja com roquefort
44 Calorias por unidade

INGREDIENTES
(80 unidades)

Para a massa
- 3/4 de xícara (chá) de manteiga
- 1 ovo
- 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
- 1/2 colher (chá) de fermento
- 1 colher (café) de sal

Para o recheio

- 80 tomates-cereja maduros
- 1/4 de xícara (chá) de azeite
- 1 colher (chá) rasa de sal
- 1 colher (chá) rasa de açúcar
- Pimenta-do-reino a gosto
- 1 dente de alho
- Tomilho e alecrim
- 1 xícara (chá) de roquefort
- 1 xícara (chá) de cream cheese

Passo a passo

1 - Bata os ingredientes da massa no processador rapidamente. Deixe a massa, em papel-filme, por 30 minutos na geladeira.

2 - Abra a massa com um rolo e corte-a em formato de flor.

3 - Coloque as massas em formas de empada, fure-as e asse-as em forno a 170C.

4 - Asse os tomates temperados com azeite, sal, açúcar, alho picado, ramos de tomilho e de alecrim e pimenta-do-reino em forno a 160ºC. Escorra-os.

5 - Passe o roquefort por uma peneira grossa e misture-o com o cream cheese.

6 - Recheie as 'tartelettes' com a mistura de queijos, coloque o tomate-cereja em cima e finalize com o tomilho.

Receita da chef Adriana Cymes, do bufê Arroz de Festa (tel. 0/xx/11/4702-6029)
* Valor nutricional calculado pela RG Nutri (www.rgnutri.com.br)

 

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