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02/11/2008 - 11h01

Ministro da Agricultura ensina a fazer caipirinha "oficial"

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da Folha Online

Limão, cachaça e açúcar. Aparentemente, é só misturar esses ingredientes para se ter uma caipirinha. Não para o Ministério da Agricultura, que publicou o modo ideal de preparo da bebida na edição do "Diário Oficial da União" da última sexta-feira (31).

De acordo com o "regulamento técnico para a fixação dos padrões de identidade e qualidade da caipirinha", assinado pelo ministro Reinhold Stephanes, as regras anunciadas nos 12 artigos da IN (Instrução Normativa) se aplicam a toda caipirinha comercializada em qualquer lugar do mundo.

Juca Varella/Folha Imagem
Regras sobre o preparo de caipirinha divulgadas no "Diário Oficial da União" são rígidas e se aplicam a qualquer lugar do mundo
Regras sobre o preparo de caipirinha divulgadas no "Diário Oficial da União" são rígidas e se aplicam a qualquer lugar do mundo

Classificada como "a bebida típica do Brasil" pelo governo, a caipirinha deve conter uma graduação alcoólica de 15% a 36% em volume --isso se estiver a 20ºC. De acordo com o Art. 3º, é possível ainda acrescentar água aos itens tradicionais, para se chegar aos níveis etílicos estabelecidos pela norma.

E essas não somam nem metade das regras. A receita "oficial" detalha as condições dos ingredientes, para que o drinque preserve, obrigatoriamente, "o sabor e o aroma dos elementos naturais contidos na matéria-prima utilizada". Esqueça aquele monte de limão e nem pense em adoçar a gosto (corantes, nem cogite). A fruta deve render 1% de suco com um mínimo de 5% de acidez. Já a quantidade de açúcar --que só pode ser utilizado nas formas cristal, sacarose, invertido e glicose-- se encaixa na proporção entre 10 e 150 gramas por litro.

Bares, restaurantes e qualquer outro estabelecimento que trabalhe com a bebida devem ficar atentos à utilização de tecnologias e recipientes para o preparo da caipirinha. De acordo com a norma, é proibido utilizar, por exemplo, embalagens como sachês, conta-gotas, spray, ampolas e qualquer outro utensílio que remetam aos farmacêuticos, medicamentosos e terapêuticos.

Na mesma publicação, o governo define ainda regras para o preparo do licor e de bebidas alcoólicas compostas --os chamados drinques--, como as batidas.

 

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