Assalto - Luciano Huck
Comente o assalto sofrido pelo apresentador Luciano Huck, em São Paulo
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Começa pela corrupção e roubalheira que desvia dos cofres públicos dinheiro suficiente para uma melhor educação, saúde e melhores salários para a polícia que acaba envolvida na corrupção também, e continua por se espalhar pela população com o tal jeitinho Brasileiro do qual se vangloriam ao invés de ter vergonha.
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Tanto o Ferréz quando o Luciano Huck estão em polós opostos do mesmo clichê, de um mesmo romantismo: o de que os indíviduos não são responsáveis pelos males da cidade, mas sim o Estado. Como se o Estado, invisível, não fosse também composto por outros indivíduos. Ambos reivindicam uma cidadania perdida, um ao dizer que o assaltante, "apesar de morar perto do lixo [...], não era lixo"; o outro ao mostrar como, apesar de abastadamente rico, é um ser humano como qualquer outro.
Penso, no entanto, que tal cidadania nunca existiu. Seja porque a democracia ainda não chegou na favela ou porque a riqueza de uns parece colocá-los acima dela. E tão acima dela que permite à mesma pessoa que diz sentir "pena" do assaltante, vestir no pulso um caríssimo Rolex ao perambular pelos igualmente caríssimos Jardins.
Ora, porque um Rolex não é um relógio qualquer. E não é qualquer pobre com infância dura e pouca educação (e olha que são muitos) que vai sair assaltando Rolex de apresentadores de TV nos Jardins.
Não sei no quê justificar o assaltante ou a indignação do assaltado, enfim, pode ajudar no "debate dos problemas brasileiros". Talvez esperemos para um debate, primeiro, mais informações sobre o problema. E, depois, diferentes respostas para a pergunta crucial ao assunto: por que nossa democracia não funciona?
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Valem as reflexões do Ferréz.
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O fato, a realidade é que não há como negar a vida como ela é - chorar as pitangas e se moldar de bom mocinho é viver fora da realidade, aquela que você também faz parte.
Quer fazer bonito e andar de rolex na selva é como nadar com um pedaço de carne num tanque de tubarões.
Para mim não foi surpresa, e por enquanto não será. O que precisamos é de engajamento político e não de celebridades expondo pobres ao rídículo por uma casa de um preço de um relógio.
Esta semana também roubaram meu carro, também sou um bom cidadão mas tenho noção da realidade.
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Acho muito estranho estarmos discutindo valores que são relevantes apenas para quem esta envolvido Ex:
uma motocicleta para um entregador de jornal vale muito mais que qualquér rolex
O salario do policial CIVIL, MILITAR,dos PROFESSORES E MEDICOS do Serviço Publico esta implicito no escopo do concurso que é opcional ou seja,ninguem entra em qualquer cargo sem saber antes o valor do salario.Mas isso não vem ao caso porque é uma decisão de forô intimo.O que mais entristeçe é saber que um objeto do valor como o ROLÉX DO SR. HUK vai parar na mão de pessoas bem nacidas e que não tem nescessidade desse tipo de coisa tenho certeza que esse relogio não foi trocado por uma dezena de pedras de crac,agora as diferenças de classe e salario não podem estar entre o crime e o servidor senão a população como um todo fica sim refem da criminalidade enquanto se discute se o salario é justo ou não,o salario é aquele que ja estava estabelecido antes do servidor prestar o seu concurso publico.
Minhas solidariedades tanto ao policial que mereçe sim um salario mais justo como para o Sr Huk que como qualquer cidadão PAULISTANO tem o direito de ir e vir com tranquilidade nessa cidade que com certeza é a mais COSMOPOLITA DO BRASIL e tenho certeza não vai estar na mão da marginalidade.
Abraços!!!
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Agora, claro que as políticas públicas para a segurança e educação são deficientes, mas quem escolhe os governates que pagam a polícia? Somos nós! O que sociedade, a opinião pública, as associações, a comunidade, o que temos feito? Evitamos os faróis, evitams sair à noite, não usamos mais nada de valor, mas mesmo assim somos reféns de um ciclo vicioso, mas o que temos feito? Como romper o ciclo pobreza- má educação-violênica-falta de segurança... por onde começar? Quem vai começar?
Rosangela
São Paulo
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Para garantir sua segurança, vale até o Capitão Nascimento. Lamentável.
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É preciso lembrar que esses marginais, criados à míngua de uma sociedade que TUDO DÁ a seus filhos e cada vez por mais tempo (Os filhos agora só constituem vida própria bem mais tarde), desde rica mesada, automóvel, moradia e mordomias, viagens e intercâmbios, presentes e lazer, guloseimas e dengos, mas que não admite e chama de assistencialismo barato o Governo lhes conceder uma bolsa de quinze Reais, ou uma ajudazinha para não morrerem de fome.
Vi Alkmim dizer que o povo precisa de um “trabalhinho”, ganhar um “dinheirinho”, aprender a fazer pão com sua mulher e vender pelas ruas... "O povo não quer só comida, o povo quer saída para qualquer parte... direção e arte..." Enquanto não resolvermos, de fato, dividir a renda voluntariamente ou vê-la sem reclamos ser redistribuída para garantir investimentos humanos que têm dado certo nos ricos com seus filhos, nos melhores bancos de ensino, e viver... mas acharmos que os nossos impostos devem ser empregados em portos e aeroportos, Enquanto distinguirmos friamente bairro pobre e bairro nobre; condomínios e periferia; os que têm e os excluídos... o Rolex não será distintivo de nobreza, mas remuneração pelo único "serviço" que a sociedade admite ser prestado pelos marginais: assaltar.
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mas lamentável tambem é o programa educativo do assaltado
a miséria que possibilita que existam programas como esse também possbilita que cresçam assaltantes como aquele
é tudo produto
do mesmo ventre
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E os milhões de reais que roubam do povo e sabem quem foi?
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Algumas pessoas, principalmente as autoridades, preferem se fazer de "cegas", e não enxergam os rumos que a segurança pública do Estado de São Paulo tem tomado nos últimos tempos (entenda-se governo PSDB - Covas, Alckimin e Serra).
Até mesmo os deficientes visuais conseguem enxergar que caminhamos para um estado de calamidade, e nós policiais, que estamos na linha de frente, seguimos com baixos salários, mínimas condições de trabalho e efetivo muito abaixo do esperado para desenvolver um trabalho eficaz.
Na atual conjuntura, aqueles policiais que ainda permanecem na linha de frente são realmente abnegados, que tem uma visão perfeita do que ocorre no dia-a-dia. Não só com os ricos, mais abastados, como também com os pobres e moradores da periferia.
O delegado Francisco Campos se esquece do que diz um ditado popular : "quem fala a verdade não merece castigo". Assim, deveriam deixar o Investigador Roger Franchini desempenhar suas funções em paz, pois acredito que o tempo perdido para depor na Corregedoria poderia ter sido utilizado no combate ao crime.
Diz ainda outro ditado "o pior cego é aquele que não quer ver". Roger, conte com o apoio dos policiais civis do interior paulista.
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