17/11/2004
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00h09
da Agência Folha
Um garoto de sete anos foi colocado de castigo pela professora atrás da porta da sala de aula e esquecido lá, na escola municipal de educação fundamental Saline Abdo, na periferia de Nova Odessa (126 km a noroeste de São Paulo), na sexta-feira. A escola foi fechada, e menino passou mais de quatro horas no mesmo lugar até ser encontrado pela mãe, às 19h20.
O garoto havia esquecido de levar para a escola um livro que deveria ter sido devolvido para a biblioteca. O caso foi divulgado pelo jornal "Correio Popular".
O menino foi punido logo depois de voltar do período de recreio, por volta das 15h, quando a professora recolheu dos alunos os livros que haviam sido pegos emprestados na semana anterior.
Como o garoto havia esquecido o seu livro em casa, a educadora, que não teve o seu nome divulgado pela Prefeitura de Nova Odessa, o colocou atrás da porta e disse para lá permanecer até que fosse liberado do castigo. Mas a professora esqueceu de tirar o garoto de lá depois que a aula acabou.
A mãe deu pela falta do filho quando ele não voltou para casa. Ele costumava voltar em grupo com outras crianças.
Uma vizinha alertou para o fato de menino não ter saído da escola com os outros alunos.
A mãe, então, saiu para procurar o filho pelos lugares pelos quais ele passava na volta da escola. Não o encontrou nas ruas nem nas casas de amigos ou vizinhos.
Uma hora e meia depois de a escola já ter fechado, ela conseguiu entrar no colégio e localizou o garoto.
Castigo
O menino costuma receber castigos em casa. A mãe disse que, em casa, o filho só sai do castigo quando ela manda, e que ele fez o mesmo na escola.
Para a mãe, o menino permaneceu no mesmo local após a aula porque a professora não falou para ele sair do castigo quando batesse o último sinal.
Depois de resgatado pela mãe, o estudante foi levado para um posto de saúde do bairro para ser medicado com calmantes.
A mãe fez um boletim de ocorrência sobre o caso na Polícia Civil. A polícia não informou detalhes da ocorrência ou o nome da professora.
Outro lado
A Prefeitura de Nova Odessa (126 km a noroeste de São Paulo), que administra a escola de municipal de educação fundamental Saline Abdo, informou por meio de sua assessoria de imprensa que o caso do castigo ao menino será alvo de uma sindicância.
A investigação irá apurar o que de fato ocorreu e sob quais circunstâncias, a professora deixou o menino atrás da porta da sala de aula mesmo depois das atividades da escola já terem sido encerradas.
A sindicância tem prazo de 30 dias para apresentar os resultados da investigação. Durante esse período, a professora será afastada preventivamente, sem, no entanto, deixar de receber o salário.
A direção da escola foi procurada na tarde desta terça-feira, mas não respondeu aos recados deixados pela reportagem. A escola também não informou o nome da professora nem forneceu um contato com ela.
Se a sindicância apontar para a culpabilidade da professora, ela deverá ser afastada em definitivo da escola.
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TIAGO ORNAGHIda Agência Folha
Um garoto de sete anos foi colocado de castigo pela professora atrás da porta da sala de aula e esquecido lá, na escola municipal de educação fundamental Saline Abdo, na periferia de Nova Odessa (126 km a noroeste de São Paulo), na sexta-feira. A escola foi fechada, e menino passou mais de quatro horas no mesmo lugar até ser encontrado pela mãe, às 19h20.
O garoto havia esquecido de levar para a escola um livro que deveria ter sido devolvido para a biblioteca. O caso foi divulgado pelo jornal "Correio Popular".
O menino foi punido logo depois de voltar do período de recreio, por volta das 15h, quando a professora recolheu dos alunos os livros que haviam sido pegos emprestados na semana anterior.
Como o garoto havia esquecido o seu livro em casa, a educadora, que não teve o seu nome divulgado pela Prefeitura de Nova Odessa, o colocou atrás da porta e disse para lá permanecer até que fosse liberado do castigo. Mas a professora esqueceu de tirar o garoto de lá depois que a aula acabou.
A mãe deu pela falta do filho quando ele não voltou para casa. Ele costumava voltar em grupo com outras crianças.
Uma vizinha alertou para o fato de menino não ter saído da escola com os outros alunos.
A mãe, então, saiu para procurar o filho pelos lugares pelos quais ele passava na volta da escola. Não o encontrou nas ruas nem nas casas de amigos ou vizinhos.
Uma hora e meia depois de a escola já ter fechado, ela conseguiu entrar no colégio e localizou o garoto.
Castigo
O menino costuma receber castigos em casa. A mãe disse que, em casa, o filho só sai do castigo quando ela manda, e que ele fez o mesmo na escola.
Para a mãe, o menino permaneceu no mesmo local após a aula porque a professora não falou para ele sair do castigo quando batesse o último sinal.
Depois de resgatado pela mãe, o estudante foi levado para um posto de saúde do bairro para ser medicado com calmantes.
A mãe fez um boletim de ocorrência sobre o caso na Polícia Civil. A polícia não informou detalhes da ocorrência ou o nome da professora.
Outro lado
A Prefeitura de Nova Odessa (126 km a noroeste de São Paulo), que administra a escola de municipal de educação fundamental Saline Abdo, informou por meio de sua assessoria de imprensa que o caso do castigo ao menino será alvo de uma sindicância.
A investigação irá apurar o que de fato ocorreu e sob quais circunstâncias, a professora deixou o menino atrás da porta da sala de aula mesmo depois das atividades da escola já terem sido encerradas.
A sindicância tem prazo de 30 dias para apresentar os resultados da investigação. Durante esse período, a professora será afastada preventivamente, sem, no entanto, deixar de receber o salário.
A direção da escola foi procurada na tarde desta terça-feira, mas não respondeu aos recados deixados pela reportagem. A escola também não informou o nome da professora nem forneceu um contato com ela.
Se a sindicância apontar para a culpabilidade da professora, ela deverá ser afastada em definitivo da escola.
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