15/12/2004
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22h31
da Agência Folha, em Campinas
A professora Regina Araújo de Castro, 32, que foi inocentada ontem por sindicância da acusação de deixar um aluno de sete anos de castigo atrás da porta, retornou nesta quarta-feira às aulas na 1ª série da escola municipal Saline Abdo, em Nova Odessa (126 km de São Paulo).
Ela ficou um mês afastada. A direção da escola preparou nesta quarta-feira uma festa para recepcionar a professora, com bolos, refrigerantes e flores.
A mãe do aluno registrou boletim de ocorrência no dia 12 de novembro no qual alega que o filho foi posto de castigo pela professora. Na ocasião, a mãe disse ter encontrado o filho em "estado de choque" atrás da porta.
O menino faltou novamente na aula nesta quarta. Ele só foi à escola uma vez desde o registro do boletim de ocorrência.
Segundo a diretora da escola, Roseli de Moraes, o menino não corre o risco de repetir de ano e sua família já fez a pré-matrícula para a 2ª série na escola.
Na casa do menino, um homem que identificou como avô dele informou que a família estava viajando. Uma vizinha disse que a família pretende se mudar para o município de Limeira (SP).
Festa
Além da festa preparada pela direção, a professora também recebeu presentes de alguns alunos. "É um dia especial. Estava com saudade dos meus alunos e estou aliviada com o resultado da sindicânci", disse a professora, que leciona há cinco anos na mesma escola.
A comissão de sindicância que investigou o caso alegou em seu relatório não ter encontrado elementos que expliquem o motivo de o menino ter permanecido na escola atrás de uma porta após o horário de aula, que terminou por volta das 18h naquele dia.
O menino foi encontrado por uma tia, que também é zeladora da escola, atrás da porta que dá acesso ao pátio às 19h20.
Os pais do menino mantiveram a versão do boletim de ocorrência em depoimento dado a comissão de sindicância, que ouviu ao todo 20 pessoas, entre funcionários, alunos e mães. O menino não teve autorização da mãe para depor na sindicância.
O inquérito policial sobre o caso deve ser concluído nos próximos dias.
Especial
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Escola faz festa para receber professora inocentada da acusação de castigo
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MAURÍCIO SIMIONATOda Agência Folha, em Campinas
A professora Regina Araújo de Castro, 32, que foi inocentada ontem por sindicância da acusação de deixar um aluno de sete anos de castigo atrás da porta, retornou nesta quarta-feira às aulas na 1ª série da escola municipal Saline Abdo, em Nova Odessa (126 km de São Paulo).
Ela ficou um mês afastada. A direção da escola preparou nesta quarta-feira uma festa para recepcionar a professora, com bolos, refrigerantes e flores.
A mãe do aluno registrou boletim de ocorrência no dia 12 de novembro no qual alega que o filho foi posto de castigo pela professora. Na ocasião, a mãe disse ter encontrado o filho em "estado de choque" atrás da porta.
O menino faltou novamente na aula nesta quarta. Ele só foi à escola uma vez desde o registro do boletim de ocorrência.
Segundo a diretora da escola, Roseli de Moraes, o menino não corre o risco de repetir de ano e sua família já fez a pré-matrícula para a 2ª série na escola.
Na casa do menino, um homem que identificou como avô dele informou que a família estava viajando. Uma vizinha disse que a família pretende se mudar para o município de Limeira (SP).
Festa
Além da festa preparada pela direção, a professora também recebeu presentes de alguns alunos. "É um dia especial. Estava com saudade dos meus alunos e estou aliviada com o resultado da sindicânci", disse a professora, que leciona há cinco anos na mesma escola.
A comissão de sindicância que investigou o caso alegou em seu relatório não ter encontrado elementos que expliquem o motivo de o menino ter permanecido na escola atrás de uma porta após o horário de aula, que terminou por volta das 18h naquele dia.
O menino foi encontrado por uma tia, que também é zeladora da escola, atrás da porta que dá acesso ao pátio às 19h20.
Os pais do menino mantiveram a versão do boletim de ocorrência em depoimento dado a comissão de sindicância, que ouviu ao todo 20 pessoas, entre funcionários, alunos e mães. O menino não teve autorização da mãe para depor na sindicância.
O inquérito policial sobre o caso deve ser concluído nos próximos dias.
Especial

