17/12/2004
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20h10
SILVIO NAVARRO
da Agência Folha, em Santos
Fogos de artifício, balões nas cores do Santos e hino do clube marcaram nesta sexta-feira o retorno da mãe do atacante Robinho, Marina da Silva Souza, 44, ao seu apartamento, em Santos (litoral de São Paulo), após 41 dias de cativeiro.
Quando a chegada foi anunciada, cerca de 200 pessoas se aglomeraram na porta do edifício. Marina chegou ao prédio por volta das 13h, em um Golf verde com vidros escuros. De boné, vestindo a camisa do Santos, ela acenou da sacada do apartamento ao lado do filho, cerca de uma hora depois.
"Quando vi na TV que ela foi libertada, pensei que tinha de estar lá para comemorar", disse Pedro Eduardo Antonelli, 43. Ele dirigia o carro de som que acabou embalando os torcedores do Santos com o hino do clube.
Durante a tarde, Marina recebeu um buquê de rosas vermelhas de um amigo de infância, além de um cesto de flores do campo.
Na rua, ambulantes aproveitaram a concentração de torcedores para vender camisas (R$ 25), bandeiras (R$ 15) e faixas com dizeres de "Bi-Campeão Brasileiro de 2004".
A avenida Floriano Peixoto foi interditada durante cerca de duas horas pela CET (Companhia de Engenharia e Tráfego). Um dos torcedores chegou a desmaiar após uma crise de hipertensão. Ele foi levado em uma ambulância para ser atendido.
Prédio
O prédio onde moram os pais do atacante não estava decorado para o Natal até a manhã desta sexta. A síndica do edifício, Virgínia Fátima Rodrigues, afirmou que só a partir deste sábado os moradores vão começar a preparar tudo. "A partir de amanhã, vamos fazer a iluminação e os enfeites do prédio", disse.
Segundo ela, a decisão foi tomada pelos condôminos em respeito ao momento vivido pela família de Robinho. "Foi um consenso. Decidimos não colocar nada até ela voltar. Foi em solidariedade ao momento de dor da família", afirmou.
A moradora do edifício Mércia Genoves contou que a primeira atitude que fizeram nesta sexta foi ir à igreja para rezar por Marina. "Fazíamos isso quase todos os dias. Ela é uma mulher muito simpática, trata todo mundo igual, do síndico ao porteiro. É um dia muito glorioso, foi um presente de Natal para o condomínio", disse.
Por volta das 17h30, o procurador do atacante, Vagner Ribeiro, saiu da casa dos pais de Robinho. De acordo com ele, Marina chegou chorando muito e bastante abalada. "Almoçamos e, como só passa isso na televisão, ela está no sofá, vendo as reportagens", disse.
A namorada de Robinho, Vivian Guglielmetti, foi uma das pessoas que acompanhou a chegada da mãe do atacante ao prédio. "Hoje queremos curti-la. Agora dá para passar o Natal", afirmou.
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Fogos e balões coloridos marcam retorno da mãe de Robinho a Santos
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MARIANA CAMPOSSILVIO NAVARRO
da Agência Folha, em Santos
Fogos de artifício, balões nas cores do Santos e hino do clube marcaram nesta sexta-feira o retorno da mãe do atacante Robinho, Marina da Silva Souza, 44, ao seu apartamento, em Santos (litoral de São Paulo), após 41 dias de cativeiro.
Quando a chegada foi anunciada, cerca de 200 pessoas se aglomeraram na porta do edifício. Marina chegou ao prédio por volta das 13h, em um Golf verde com vidros escuros. De boné, vestindo a camisa do Santos, ela acenou da sacada do apartamento ao lado do filho, cerca de uma hora depois.
Rubens Cavallari/Folha Imagem |
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| Mãe de Robinho acena da sacada do apartamento |
Durante a tarde, Marina recebeu um buquê de rosas vermelhas de um amigo de infância, além de um cesto de flores do campo.
Na rua, ambulantes aproveitaram a concentração de torcedores para vender camisas (R$ 25), bandeiras (R$ 15) e faixas com dizeres de "Bi-Campeão Brasileiro de 2004".
A avenida Floriano Peixoto foi interditada durante cerca de duas horas pela CET (Companhia de Engenharia e Tráfego). Um dos torcedores chegou a desmaiar após uma crise de hipertensão. Ele foi levado em uma ambulância para ser atendido.
Prédio
O prédio onde moram os pais do atacante não estava decorado para o Natal até a manhã desta sexta. A síndica do edifício, Virgínia Fátima Rodrigues, afirmou que só a partir deste sábado os moradores vão começar a preparar tudo. "A partir de amanhã, vamos fazer a iluminação e os enfeites do prédio", disse.
Segundo ela, a decisão foi tomada pelos condôminos em respeito ao momento vivido pela família de Robinho. "Foi um consenso. Decidimos não colocar nada até ela voltar. Foi em solidariedade ao momento de dor da família", afirmou.
A moradora do edifício Mércia Genoves contou que a primeira atitude que fizeram nesta sexta foi ir à igreja para rezar por Marina. "Fazíamos isso quase todos os dias. Ela é uma mulher muito simpática, trata todo mundo igual, do síndico ao porteiro. É um dia muito glorioso, foi um presente de Natal para o condomínio", disse.
Por volta das 17h30, o procurador do atacante, Vagner Ribeiro, saiu da casa dos pais de Robinho. De acordo com ele, Marina chegou chorando muito e bastante abalada. "Almoçamos e, como só passa isso na televisão, ela está no sofá, vendo as reportagens", disse.
A namorada de Robinho, Vivian Guglielmetti, foi uma das pessoas que acompanhou a chegada da mãe do atacante ao prédio. "Hoje queremos curti-la. Agora dá para passar o Natal", afirmou.
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