20/09/2000
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15h53
da Folha Online
O julgamento do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, pode atrasar um ano, afirma a promotora criminal Lúcia Nunes Bromerchenkel Cunha.
Os advogados de acusação, Márcio Thomaz Bastos e Luiz Flávio Gomes, previam que o julgamento pudesse acontecer em março do próximo ano. Para a promotora, era possível que o julgamento ocorresse ainda neste ano, em dezembro.
A defesa do jornalista, no entanto, apresentou uma testemunha que mora no exterior, a ex-mulher do jornalista, Carole Neves, que vive em Washington, EUA.
Carole terá de ser ouvida por meio de carta rogatória, que, segundo a promotora, costuma demorar no mínimo um ano para ser respondida.
Pimenta Neves, ex-diretor de Redação do jornal "O Estado de S.Paulo", matou a ex-namorada, Sandra Gomide, 32, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
A Justiça de Ibiúna enviará a carta depois da audiência das testemunhas de acusação, no dia 28 deste mês.
A ex-mulher do jornalista será então ouvida por um juiz norte-americano e suas respostas serão depois enviadas à Justiça de Ibiúna.
"Se eles não desistirem dessa testemunha, o julgamento pode demorar até mais do que um ano", diz a promotora.
Para Lúcia, a defesa do jornalista pode estar tentando atrasar o julgamento para aguardar que o caso seja esquecido pela mídia e diminua a pressão popular por uma punição para o jornalista.
Além de Carole, foram apresentadas outras nove testemunhas: Roberto Muller Filho, diretor de redação do jornal eletrônico "Panorama Brasil", de São Paulo; o advogado Roberto D' Utra Vaz, também de São Paulo; o articulista do jornal "O Estado de S.Paulo" e comentarista da TV Cultura Washington Novaes, de Goiânia (GO); a editora de política do jornal "O Estado de S.Paulo", Iris Walquíria Campos, de São Paulo; a secretária da diretoria de "O Estado de S.Paulo", Leila Ventura, de São Paulo; o jornalista Pedro Luis Rodrigues, de Brasília; Arnaldo Galvão, repórter do jornal "Valor Econômico", de São Paulo; o empresário Said Farah, de São Paulo; e José Carlos Melo, também de São Paulo.
Novaes e Rodrigues, por morarem fora de São Paulo, serão ouvidos por juizes de suas cidades, por meio de carta precatória enviada pela Justiça de Ibiúna.
Segundo a promotora, o Código de Processo Penal prevê que a carta precatória deve ser respondida no prazo de 60 dias.
De acordo com Lúcia, se as respostas demorarem, a Justiça de Ibiúna poderá determinar um prazo para que as cartas precatórias sejam respondidas.
No entanto, não é possível interferir no encaminhamento da carta rogatória pela Justiça norte-americana, explica a promotora.
Thomaz Bastos diz que o julgamento pode não atrasar se houver "o empenho necessário." "Podemos até acompanhar o encaminhamento desta carta." Segundo ele, os assistentes de acusação poderão ir aos EUA para acelerar a resposta à carta.
Os advogados de Pimenta Neves, Arnaldo Malheiros Filho e José Carlos Dias não fizeram comentários sobre as testemunhas apresentadas.
Clique aqui para ler mais notícias sobre o assassinato da jornalista Sandra Gomide
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Julgamento de Pimenta pode atrasar um ano
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FABIANE LEITEda Folha Online
O julgamento do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 63, pode atrasar um ano, afirma a promotora criminal Lúcia Nunes Bromerchenkel Cunha.
Os advogados de acusação, Márcio Thomaz Bastos e Luiz Flávio Gomes, previam que o julgamento pudesse acontecer em março do próximo ano. Para a promotora, era possível que o julgamento ocorresse ainda neste ano, em dezembro.
A defesa do jornalista, no entanto, apresentou uma testemunha que mora no exterior, a ex-mulher do jornalista, Carole Neves, que vive em Washington, EUA.
Carole terá de ser ouvida por meio de carta rogatória, que, segundo a promotora, costuma demorar no mínimo um ano para ser respondida.
Pimenta Neves, ex-diretor de Redação do jornal "O Estado de S.Paulo", matou a ex-namorada, Sandra Gomide, 32, no dia 20 de agosto em Ibiúna, cidade a 70 km de São Paulo.
A Justiça de Ibiúna enviará a carta depois da audiência das testemunhas de acusação, no dia 28 deste mês.
A ex-mulher do jornalista será então ouvida por um juiz norte-americano e suas respostas serão depois enviadas à Justiça de Ibiúna.
"Se eles não desistirem dessa testemunha, o julgamento pode demorar até mais do que um ano", diz a promotora.
Para Lúcia, a defesa do jornalista pode estar tentando atrasar o julgamento para aguardar que o caso seja esquecido pela mídia e diminua a pressão popular por uma punição para o jornalista.
Além de Carole, foram apresentadas outras nove testemunhas: Roberto Muller Filho, diretor de redação do jornal eletrônico "Panorama Brasil", de São Paulo; o advogado Roberto D' Utra Vaz, também de São Paulo; o articulista do jornal "O Estado de S.Paulo" e comentarista da TV Cultura Washington Novaes, de Goiânia (GO); a editora de política do jornal "O Estado de S.Paulo", Iris Walquíria Campos, de São Paulo; a secretária da diretoria de "O Estado de S.Paulo", Leila Ventura, de São Paulo; o jornalista Pedro Luis Rodrigues, de Brasília; Arnaldo Galvão, repórter do jornal "Valor Econômico", de São Paulo; o empresário Said Farah, de São Paulo; e José Carlos Melo, também de São Paulo.
Novaes e Rodrigues, por morarem fora de São Paulo, serão ouvidos por juizes de suas cidades, por meio de carta precatória enviada pela Justiça de Ibiúna.
Segundo a promotora, o Código de Processo Penal prevê que a carta precatória deve ser respondida no prazo de 60 dias.
De acordo com Lúcia, se as respostas demorarem, a Justiça de Ibiúna poderá determinar um prazo para que as cartas precatórias sejam respondidas.
No entanto, não é possível interferir no encaminhamento da carta rogatória pela Justiça norte-americana, explica a promotora.
Thomaz Bastos diz que o julgamento pode não atrasar se houver "o empenho necessário." "Podemos até acompanhar o encaminhamento desta carta." Segundo ele, os assistentes de acusação poderão ir aos EUA para acelerar a resposta à carta.
Os advogados de Pimenta Neves, Arnaldo Malheiros Filho e José Carlos Dias não fizeram comentários sobre as testemunhas apresentadas.
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