03/02/2005
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14h30
Laudo do Instituto Adolfo Lutz divulgado nesta quinta-feira aponta que o casal e a filha de 17 anos que morreram em Campinas (a 95 km de São Paulo) após apresentar vômito e diarréia foram vítimas de envenenamento por arsênico. Outra filha do casal, de 15 anos, sobreviveu e deixou o hospital na noite de ontem.
Segundo o médico sanitarista Vicente Pisani Neto, da Vigilância em Saúde de Campinas, o laudo aponta que a família foi vítima de envenenamento, que pode ter sido acidental ou provocado. "Desta forma, fica totalmente descartada a hipótese de intoxicação alimentar", afirmou.
O laudo foi feito a partir de exame da urina das irmãs e apontou grande quantidade da substância. Não houve tempo de colher amostras de urina dos pais das jovens para análise.
"No entanto, o resultado dos exames das meninas leva a concluir que os pais foram vítimas do mesmo produto. As análises de fragmentos de órgãos dos pais, que estão sendo processados pelo Instituto Médico Legal de São Paulo, devem confirmar o envenenamento", disse Pisani Neto.
O casal e a filha de 17 anos morreram entre domingo e segunda-feira devido a uma parada cardiorrespiratória, de acordo com o Hospital Madre Teodora.
De acordo com Pisani Neto, o Instituto Adolfo Lutz enviou amostra do doce de chocolate consumido pela família no final de semana para análise no Instituto de Criminalística de São Paulo.
A Vigilância afirma que investigação epidemiológica do caso está encerrada e, agora, cabe à polícia investigar a origem da intoxicação.
Substâncias químicas
A Polícia Civil localizou na quarta-feira frascos de arsênico, antimônio e bismuto na casa da família.
O arsênico pode ser letal se consumido a partir de 60mg, assim como os demais, dependendo do tipo de ingestão e do organismo da pessoa.
A polícia trabalha com a hipótese de que as substâncias tenham sido adicionadas a um bolo de chocolate --último alimento consumido pela família antes da internação-- feito pela filha mais nova do casal, que sobreviveu à intoxicação.
Um laudo do CCI (Centro de Controle de Intoxicações da Unicamp) divulgado na terça-feira já havia apontado a presença de metais pesados na urina das duas filhas do casal.
Boletim de ocorrência
A enfermeira da mãe do médico morto, Vera Lúcia Reis Soares, 29, registrou nesta quarta-feira um boletim de ocorrência no qual alega ter sentido dores abdominais e diarréia ao comer um pedaço de bolo, na semana passada, feito também pela jovem de 15 anos.
A polícia também tentará esclarecer com a adolescente por que a chave da casa havia desaparecido, os cômodos do lugar estavam todos limpos, e a louça, lavada.
Com Agência Folha
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da Folha OnlineLaudo do Instituto Adolfo Lutz divulgado nesta quinta-feira aponta que o casal e a filha de 17 anos que morreram em Campinas (a 95 km de São Paulo) após apresentar vômito e diarréia foram vítimas de envenenamento por arsênico. Outra filha do casal, de 15 anos, sobreviveu e deixou o hospital na noite de ontem.
Segundo o médico sanitarista Vicente Pisani Neto, da Vigilância em Saúde de Campinas, o laudo aponta que a família foi vítima de envenenamento, que pode ter sido acidental ou provocado. "Desta forma, fica totalmente descartada a hipótese de intoxicação alimentar", afirmou.
O laudo foi feito a partir de exame da urina das irmãs e apontou grande quantidade da substância. Não houve tempo de colher amostras de urina dos pais das jovens para análise.
"No entanto, o resultado dos exames das meninas leva a concluir que os pais foram vítimas do mesmo produto. As análises de fragmentos de órgãos dos pais, que estão sendo processados pelo Instituto Médico Legal de São Paulo, devem confirmar o envenenamento", disse Pisani Neto.
O casal e a filha de 17 anos morreram entre domingo e segunda-feira devido a uma parada cardiorrespiratória, de acordo com o Hospital Madre Teodora.
De acordo com Pisani Neto, o Instituto Adolfo Lutz enviou amostra do doce de chocolate consumido pela família no final de semana para análise no Instituto de Criminalística de São Paulo.
A Vigilância afirma que investigação epidemiológica do caso está encerrada e, agora, cabe à polícia investigar a origem da intoxicação.
Substâncias químicas
A Polícia Civil localizou na quarta-feira frascos de arsênico, antimônio e bismuto na casa da família.
O arsênico pode ser letal se consumido a partir de 60mg, assim como os demais, dependendo do tipo de ingestão e do organismo da pessoa.
A polícia trabalha com a hipótese de que as substâncias tenham sido adicionadas a um bolo de chocolate --último alimento consumido pela família antes da internação-- feito pela filha mais nova do casal, que sobreviveu à intoxicação.
Um laudo do CCI (Centro de Controle de Intoxicações da Unicamp) divulgado na terça-feira já havia apontado a presença de metais pesados na urina das duas filhas do casal.
Boletim de ocorrência
A enfermeira da mãe do médico morto, Vera Lúcia Reis Soares, 29, registrou nesta quarta-feira um boletim de ocorrência no qual alega ter sentido dores abdominais e diarréia ao comer um pedaço de bolo, na semana passada, feito também pela jovem de 15 anos.
A polícia também tentará esclarecer com a adolescente por que a chave da casa havia desaparecido, os cômodos do lugar estavam todos limpos, e a louça, lavada.
Com Agência Folha
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