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Cotidiano
18/02/2005 - 12h24

PM e perueiros entram em confronto no centro de São Paulo

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da Folha Online

Policiais militares e perueiros entraram em confronto na manhã desta sexta-feira no centro de São Paulo. Bombas de efeito moral foram lançadas.

Segundo a Polícia Militar, a confusão começou por volta das 11h30, quando cerca de 500 perueiros se preparavam para fechar o viaduto do Chá, nas proximidades do Palácio Anhangabaú --sede da prefeitura.

Ainda de acordo com a versão da PM, os perueiros reagiram atirando pedras, e os policiais lançaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.

Não há confirmação sobre feridos. A reportagem não conseguiu localizar representantes dos perueiros.

Manifestação

Na quinta-feira, mais de 150 perueiros fizeram uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura. Com um carro de som, eles pediam a liberação de R$ 13 milhões em subsídios e a mudança de algumas regras do contrato com a SPTrans --empresa que gerencia o transporte público na cidade.

O acordo firmado na ocasião da implantação do Bilhete Único, em maio do ano passado, determinava que as oito cooperativas --Transcooper, Fênix, Cooperalfa, Associação Paulistana, Cooper Nova Aliança, Unicoopers, Cooperauhton Zona Sul e Cooperpam-- que atuam na capital receberiam o valor integral da passagem paga --R$ 1,70.

O sistema permite que os passageiros utilizem lotações e ônibus durante duas horas, após pagarem a primeira passagem. Com isso, os perueiros passaram a reclamar já que, segundo a categoria, cerca de 30% dos passageiros eram isentos do pagamento. A então prefeita Marta Suplicy (PT) afirmou que, por isso, pagaria um subsídio mensal de R$ 6 milhões --o que ocorreu em agosto, setembro e outubro do ano passado.

Ao assumir, o prefeito eleito José Serra (PSDB) renovou o acordo para os meses de janeiro e fevereiro e aumentou o valor do subsídio para R$ 6,5 milhões. Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes, a 1ª parcela foi paga no último dia 3 e a segunda deve ser liberada no próximo dia 5 de março.

O secretário municipal dos Transportes, Frederico Bussinger, afirmou que "todos que assinaram o acordo já receberam. Quem não assinou o aditivo, não recebeu. Isso é claro. Não podemos liberar uma quantia do dinheiro público para quem não assinou o acordo".

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